Governo cria banco de dados para rastrear celulares roubados — Rádio Senado
Segurança

Governo cria banco de dados para rastrear celulares roubados

O governo federal criou o Banco Nacional de Celulares com Restrição, uma iniciativa para dificultar a circulação de celulares de origem ilícita e aumentar o índice de recuperação desses aparelhos. A medida se soma ao esforço do Congresso em tornar mais rígidas as punições para furto e roubo de celulares, como aconteceu com a aprovação do projeto de lei (PL) 3780/2023, convertido na Lei 15.397/2026.

26/06/2026, 16h51 - atualizado em 26/06/2026, 17h05
Duração de áudio: 02:11
Foto: Arquivo MJSP

Transcrição
De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dois aparelhos celulares são roubados ou furtados por minuto no Brasil. Para dificultar a circulação desses celulares de origem ilícita e aumentar o índice de recuperação desses aparelhos, o governo federal criou o Banco Nacional de Celulares com Restrição. A iniciativa é uma ampliação do programa Celular Seguro, que existe desde 2023, numa integração entre órgãos de segurança de todo país e empresas telefônicas. Agora, celulares roubados permanecerão com um código de identificação ativo, o que vai permitir seu monitoramento pelas autoridades e sua consulta por eventuais compradores, que assim poderão verificar a origem dos aparelhos. O tema do furto e do roubo de celulares também mobilizou o Congresso recentemente. Em março, o Senado aprovou um projeto da Câmara dos Deputados que endureceu as penas para esses crimes. O senador Efraim Filho, do União da Paraíba, foi o relator da proposta. (sen. Efraim Filho) - Da forma como está hoje no Código Penal - uma visão obsoleta, arcaica - roubar uma bola é como roubar um celular, é roubar uma coisa. E o celular hoje, até pelo valor que ele tem, celulares de 5 mil, 10 mil reais, daí para cima, até pelo valor que ele passa a ter na vida da pessoa profissional, o celular muitas vezes é também um instrumento de trabalho, de contato com a família. E que esse seu roubo, o furto, ele merece ser majorado e punido de uma forma mais rigorosa, é isso que o relatório apresenta. De acordo com a lei, a pena para furto de celulares passou a ser de quatro a 10 anos de prisão; no caso de roubo, de 8 a 15 anos. E, se o roubo for seguido de morte, o chamado latrocínio, a pena pode chegar a 30 anos de prisão.   Da Rádio Senado, Raíssa Abreu.

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