Associações defendem uso sustentável para evitar proibição de plástico no Brasil
A audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ouviu, nesta sexta-feira (26), associações catarinenses a respeito de propostas que põem limites à produção de plástico no Brasil. As entidades criticaram uma eventual proibição e defenderam soluções como a economia circular, modelo que estimula uso sustentável e gestão para recuperar o valor dos materiais.

Transcrição
A Comissão de Assuntos Econômicos ouviu associações catarinenses a respeito de propostas que põem limites à produção de plástico no Brasil. As entidades criticaram uma eventual proibição e defenderam soluções como a economia circular, modelo que estimula uso sustentável e gestão para recuperar o valor dos materiais.
O debate ocorreu no município de São Ludgero, no sul de Santa Catarina, onde a indústria de plástico é uma das principais fontes da economia regional. Segundo os participantes, o banimento poderia prejudicar especialmente a geração de empregos.
O diretor-executivo do Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense, Elias Caetano, apresentou uma solução a partir de um processo que envolve educação ambiental, coleta seletiva eficiente, centros de triagem funcionais e industrialização dos produtos menos recicláveis.
(Elias Caetano) "Nesse modelo, não se trata de 6% de reciclagem, não se trata de 20% de reciclagem, de 22%, nem de 32%. Aqui, 100% dos plásticos que forem coletados na cidade vão ser reciclados."
O senador Esperidião Amin, do Progressistas de Santa Catarina, disse que o objetivo geral é elaborar políticas públicas para evitar a eliminação total do plástico.
(Senador Esperidião Amin) "Nós queremos desenvolver essas políticas públicas para evitar o banimento. Vamos ser bem claros. Logo, nós não temos como justificar o banimento se acreditamos numa política pública que pode engajar pessoas com vistas a uma solução racional para o problema e a superação desse problema."
O coordenador do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, Alexander Turra, disse que o setor exerce um importante papel nas ações municipais de reciclagem. Ele ainda pediu atenção na gestão de resíduos em locais de população vulnerável.
(Alexander Turra) "A gente tem que olhar com muito cuidado os aglomerados urbanos ou os aglomerados subnormais nos locais onde a gente tem população vulnerável, que é uma grande fonte de resíduo para o ambiente e para o mar. O Brasil tem o potencial de gerar 3,44 milhões de toneladas de plástico para o ambiente potencialmente indo para o mar."
O plástico é um material de longa durabilidade, o que gera acúmulos na natureza se não descartado adequadamente. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, os plásticos de uso único são os mais encontrados no mar. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

