Ludopatia: compulsão em jogos traz riscos à saúde
Cerca de 25 milhões de brasileiros apostam em plataformas online, segundo o Ministério da Fazenda. Esse número chama atenção para o risco da ludopatia, uma condição caracterizada pela compulsão por jogos de azar. O transtorno, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é associado à depressão, ansiedade, desejo de aumentar o valor da aposta, e dificuldade de parar. No Senado, o tema das chamadas "bets" já foi tratado em Comissões Parlamentares de Inquérito, as CPIs, em projetos de lei e em Frente Parlamentar.

Transcrição
Cerca de 25 milhões de brasileiros tentam a sorte em plataformas de apostas online, conforme divulgação do Ministério da Fazenda. Esse número chama atenção para o risco de ludopatia, uma condição caracterizada pela compulsão em jogos de azar.
O transtorno reconhecido pela Organização Mundial da Saúde é associado à depressão, ansiedade, desejo de continuar jogando valores cada vez maiores e dificuldade de parar. Por lei, a pessoa diagnosticada com ludopatia é proibida de participar das chamadas bets.
No Senado, o tema de apostas já foi tratado em Comissões Parlamentares de Inquérito, em projetos de lei e em Frente Parlamentar. Os posicionamentos variam, a exemplo do senador Irajá, do PSD do Tocantins, relator de uma proposta que libera o funcionamento de cassinos e regulamenta outros jogos de azar no Brasil.
Em Plenário, ele afirmou que a legalização poderia impulsionar a economia nacional.
(Senador Irajá) "É isso que estamos propondo, um modelo baseado em experiências internacionais bem-sucedidas, como os resorts integrados, por exemplo de Portugal, dos Estados Unidos, Singapura, entre outros países inclusive aqui da América do Sul. Um modelo que, no Brasil, pode atrair mais de 100 bilhões em investimentos privados na nossa economia"
Já o senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, listou as consequências das apostas na vida dos brasileiros. Ele é presidente da Frente Parlamentar por um Brasil sem Jogos de Azar.
(Senador Humberto Costa) "Pessoas que têm visto as suas famílias se desorganizarem completamente e, por vezes, assassinatos, inclusive, de gente que, para apostar, pede dinheiro emprestado, termina sem poder pagar e aí vêm as consequências, enfim. Então, acho que é uma responsabilidade social de cada um de nós trabalhar esse tema."
Para quem enfrenta problemas com as bets, é possível solicitar o bloqueio do acesso a todos os sites de apostas autorizados, por meio da plataforma de autoexclusão do governo federal. Além disso, o usuário pode procurar ajuda nas Unidades Básicas de Saúde ou teleatendimento pelo Meu SUS Digital. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

