Vacinas nacionais podem reforçar o SUS contra surtos, dizem especialistas — Rádio Senado
Saúde pública

Vacinas nacionais podem reforçar o SUS contra surtos, dizem especialistas

A Comissão de Ciência, Tecnologogia, Inovação e Informática (CCT) realizou nesta quarta-feira (24) uma audiência pública sobre vacinas nacionais estratégicas em fase clínica avançada, com foco na dengue do Butantan e na SpiN-TEC da UFMG. Segundo os participantes, os imunizantes desenvolvidos no Brasil são seguros e eficazes, e podem reduzir a dependência de outros países, evitar falta de doses em emergências sanitárias e chegar mais rápido à população pelo SUS.

24/06/2026, 15h47 - atualizado em 24/06/2026, 15h53
Duração de áudio: 02:50
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Transcrição
Vacinas nacionais contra dengue, covid-19, malária, Chagas e outras doenças podem ampliar a autonomia do Brasil e fortalecer o SUS diante de surtos e futuras pandemias. Em audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia, representantes do governo, da Anvisa, de instituições de pesquisa e de agências de fomento defenderam mais dinheiro e apoio à produção de imunizantes nacionais. O coordenador do CT-Vacinas da UFMG, Ricardo Gazzinelli, afirmou que a legislação estabelece prazo para análise da Anvisa, mas que projetos nacionais ainda enfrentam demora para avançar nos ensaios clínicos. Ele citou a SpiN-TEC, vacina brasileira contra a covid-19, que já concluiu as fases 1 e 2, mas ainda aguarda autorização para iniciar a fase 3, a que finaliza os testes. (Ricardo Gazzinelli) - As vacinas aprovadas no exterior vão muito mais rápido, porque a Anvisa já aceita a avaliação dessas vacinas, seja feita por uma companhia farmacêutica, seja feita por uma universidade, enquanto a inovação nacional está parada. Já o diretor do Instituto Butantan, Ésper Kallás, afirmou que a vacina contra a dengue levou mais de 15 anos de desenvolvimento e passou por estudos clínicos no Brasil. Segundo ele, os resultados mostraram segurança e eficácia e foram publicados em revistas científicas internacionais. Representante da Anvisa, Anderson Montai disse que, no caso da vacina da dengue, a análise foi feita em submissão contínua e incluiu discussões técnicas com o Butantan. Segundo ele, o estudo clínico envolveu quase 17 mil pessoas, com dados promissores e sem detecção de eventos adversos graves. Montai também afirmou que o registro de vacinas segue padrões internacionais e envolve análise de segurança, eficácia, qualidade, boas práticas de fabricação e monitoramento pós-mercado. O senador Astronauta Marcos Pontes, do PL de São Paulo, defendeu a confiança da população nas vacinas e afirmou que os imunizantes passam por protocolos de segurança acompanhados pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde. (sen. Astronauta Marcos Pontes) - Às vezes eu ouço as pessoas falando com medo das vacinas. Quero deixar claro que tudo é feito conforme o protocolo. A Anvisa está aí, acompanha cada detalhe das práticas de laboratório, as práticas depois de testes de produção. E o Ministério da Saúde, como foi falado, acompanha tudo isso. Então, nós temos profissionais competentes acompanhando isso aí. Segundo os participantes, os imunizantes desenvolvidos no Brasil podem reduzir a dependência de outros países, evitar falta de doses em emergências sanitárias e chegar mais rápido à população pelo SUS. Da Rádio Senado, Marcella Cunha

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