Grupo Parlamentar Brasil-Congo deve ser reativado, defende Damares — Rádio Senado
Aproximação

Grupo Parlamentar Brasil-Congo deve ser reativado, defende Damares

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) anunciou a retomada do Grupo Parlamentar Brasil-República Democrática do Congo, criado para aproximar os Parlamentos dos dois países e tratar de temas legislativos de interesse comum. Ela defendeu maior atuação do Congresso diante da crise humanitária no país africano e disse que pretende visitar o Congo ainda este ano.

18/06/2026, 18h58 - atualizado em 18/06/2026, 19h23
Duração de áudio: 02:13
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Transcrição
A senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, anunciou a retomada do Grupo Parlamentar Brasil-República Democrática do Congo. Criado pelo Congresso em 2019, o grupo tem a finalidade de aproximar os parlamentos dos dois países, promover visitas e debates e facilitar a análise de acordos bilaterais. Deputados e senadores podem participar por livre adesão. Damares defendeu maior atuação do Congresso, diante dos conflitos armados e da situação de vulnerabilidade da população congolesa. A senadora também disse que pretende visitar o país ainda neste ano e convidou o presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, a integrar a missão. O anúncio foi feito durante a entrega da Comenda Santa Dulce dos Pobres, no Senado, com a presença de Paul Mpiana Ngoy, representante da Embaixada congolesa no Brasil. (sen. Damares Alves) - Nós vamos ter que tomar uma posição com relação à República Democrática do Congo, um povo que está sendo dizimado, mais de 14 milhões já foram assassinado, um povo que tem sido massacrado. A República Democrática do Congo está gritando por socorro. Eu vou ao Congo ainda este ano. Eles estão em conflito armado, eles estão em um momento de muito sofrimento, mas eu prometi à Embaixadora que eu vou ao Congo pelas crianças do Congo.  Segundo Damares, a retomada do grupo poderá aproximar o Senado das autoridades congolesas e contribuir para a discussão de medidas de cooperação e proteção humanitária. A República Democrática do Congo enfrenta conflitos há décadas. A situação se agravou nos últimos anos, principalmente no leste do país, onde grupos armados disputam territórios e o controle de áreas ricas em recursos minerais. Os confrontos provocaram mortes, violações de direitos humanos e o deslocamento de milhões de pessoas. Mulheres e crianças estão entre os grupos mais atingidos pela violência e pela falta de alimentos, moradia e atendimento médico. Da Rádio Senado, Marcella Cunha

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