Senado aprova proibição de contingenciamento de despesas de agências reguladoras
O Senado aprovou nesta terça-feira (16) o projeto de lei complementar que proíbe cortes no orçamento das agências reguladoras (PLP 73/2025).
O objetivo da proposta, que segue para análise da Câmara dos Deputados, é garantir a autonomia financeira para que esses órgãos tenham condições de cumprir a função fiscalizadora de setores essenciais, como saúde, transporte, energia e mineração.

Transcrição
O Senado aprovou o projeto de lei complementar que proíbe o contingenciamento de despesas relativas às atividades das agências reguladoras, mesmo quando não cumpridas as metas de resultado nominal ou primário definidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
O objetivo do projeto é garantir a autonomia financeira para que esses órgãos tenham condições de cumprir a função fiscalizadora de setores essenciais, como saúde, telecomunicações, transporte, energia e mineração.
Relator do projeto, o senador Marcos Rogério, do PL de Rondônia, lembrou que diretores de agências reguladoras, em audiência na Comissão de Infraestrutura, também chamaram atenção para o comprometimento do trabalho desses órgãos, caso haja limitações de orçamento.
(senador Marcos Rogério) A redução abrupta de recursos pode afetar fiscalizações, inspeções, sistemas tecnológicos, análises de processos e demais atividades indispensáveis ao funcionamento das agências. A descontinuidade de fiscalizações, análises técnicas e processos tende a acumular passivos administrativos, atrasar decisões, ampliar litígios e exigir posteriormente esforços orçamentários mais elevados para recompor a capacidade operacional perdida.
Já a senadora Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, afirmou que o projeto é essencial para garantir a continuidade do funcionamento adequado das agências.
(senadora Tereza Cristina) Nós vimos aí o que tem acontecido e as agências às vezes são criticadas e punidas, mas elas não têm hoje condições de poder fazer o trabalho, o serviço para que elas foram criadas.
O projeto segue agora para análise da Câmara dos Deputados. Da Rádio Senado, Alexandre Campos.

