Acordo de livre comércio entre Mercosul e o bloco europeu EFTA pode ser analisado no Senado
O acordo de livre comércio assinado entre os países do Mercosul e da Associação Europeia de Livre Comércio. a EFTA, foi aprovado pela Câmara dos Deputados e vai ser analisado pelos senadores (PDL 570/2026). A EFTA é uma organização comercial e de livre comércio criada em 1960 e tem como membros Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Juntos, os quatro países do grupo possuem uma população de 15 milhões de pessoas e um PIB de 1,4 trilhão de dólares, sendo um dos maiores PIBs per capita do mundo.

Transcrição
O acordo de livre comércio assinado entre os países do Mercosul e da Associação Europeia de Livre Comércio, EFTA, foi aprovado pela Câmara dos Deputados e vai ser analisado pelos senadores. A EFTA é uma organização comercial e de livre comércio criada em 1960 e tem como membros Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Juntos, os quatro países possuem uma população de 15 milhões de pessoas e um PIB de 1,4 trilhão de dólares, sendo um dos maiores PIBs per capita do mundo.
Assinado no Rio de Janeiro em setembro de 2025, o acordo é amplo, dividido em 16 capítulos e abrange comércio de bens, defesa comercial, salvaguardas, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias, serviços, investimentos, propriedade intelectual, compras governamentais, concorrência, desenvolvimento sustentável, solução de controvérsias e disposições institucionais.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, destacou a importância do acordo, especialmente depois de ter sido assinado um documento semelhante com a União Europeia.
(senador Nelsinho Trad) "Em conjunto, tais instrumentos demonstram capacidade negociadora do Mercosul, ampliam a densidade institucional das relações euro-sul-americanas e consolidam estratégia de inserção internacional baseada na diversificação de mercados, integração produtiva e fortalecimento do comércio exterior brasileiro".
Os capítulos de medidas sanitárias e fitossanitárias têm impacto direto sobre as exportações agropecuárias brasileiras. O acordo prevê o sistema de listas pré-estabelecidas, que facilita a exportação de carnes e outros alimentos ao permitir o reconhecimento prévio do sistema de inspeção sanitária do Brasil.
Da Rádio Senado, Pedro Pincer

