Cooperação entre países de língua portuguesa para educação é defendida em audiência
Em debate na Comissão de Educação (CE) nesta quarta-feira (10), senadores e especialistas concluíram que a cooperação é um dos caminhos para fortalecer o direito à educação nos países de língua portuguesa. O idioma é falado por mais de 260 milhões de pessoas no mundo. A audiência pública contou com a participação de representantes da Rede Lusófona pelo Direito à Educação (ReLus), que compartilharam experiências e desafios em suas nações.

Transcrição
Em audiência pública na Comissão de Educação, senadores e especialistas concluíram que a cooperação é um dos caminhos para fortalecer o direito à educação nos países de língua portuguesa, falada por mais de 260 milhões de pessoas no mundo.
Os representantes da Rede Lusófona pelo Direito à Educação, a ReLus, explicaram que as nações apresentaram avanços nas últimas décadas, mas desafios de acesso, permanência e qualidade ainda persistem.
O senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, conduziu o debate e citou algumas barreiras enfrentadas na educação.
(Senador Paulo Paim) "Grupos vulneráveis de zonas rurais, de populações pobres e de minorias são os mais afetados. Enfrentamos também a falta de recursos para a educação. É um problema central, todos sabemos que afeta a infraestrutura. Os materiais didáticos, a tecnologia educacional e o salário dos professores."
O coordenador da Rede Nacional da Campanha de Educação para Todos de Cabo Verde, Abraão Borges, defendeu não só a parceria entre organizações e universidades, mas também entre parlamentos, no objetivo de aprimorar as políticas públicas do setor.
(Abraão Borges) "Acreditamos que a cooperação entre os países da língua portuguesa pode fortalecer a construção de políticas públicas mais justas, eficazes, capazes de transformar a educação num instrumento de desenvolvimento humano e cidadania, justiça social e de todos os nossos povos."
A ReLus reúne organizações de diferentes países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Segundo o chefe da Divisão de Cooperação Educacional do Ministério das Relações Exteriores, Edison Luiz da Rosa Junior, o intercâmbio de estudantes desses países pode reforçar o ambiente acadêmico brasileiro.
(Edison Luiz da Rosa Junior) "Pois bem, aquelas iniciativas pelas quais recebemos estudantes internacionais, enriquecem o nosso ambiente acadêmico, enriquecem a realidade do estudante brasileiro. Não basta que um estudante cabo-verdeano, moçambicano, angolano venha para São Paulo, Porto Alegre ou Brasília. Ele deve ir para Dourados, deve ir para Mossoró, deve ir para as cidades do interior, para enriquecer o ambiente acadêmico do Brasil como um todo."
O assessor especial para Assuntos Internacionais do Ministério da Educação, Felipe Dutra de Carvalho Heimburger, observou que o Brasil já conta com iniciativas bilaterais com alguns países de língua portuguesa, nas áreas de residência em saúde, agricultura e alimentação escolar. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

