Senadores questionam aporte de R$ 8,8 bi ao BRB sem balanço de 2025 — Rádio Senado
Capitalização

Senadores questionam aporte de R$ 8,8 bi ao BRB sem balanço de 2025

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) cobrou explicações do presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, sobre o plano de capitalização do banco após operações com o Banco Master. O presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL), questionou a homologação do acordo firmado entre a União, o Distrito Federal, o Banco Central e o BRB, pelo Supremo Tribunal Federal, antes da divulgação do balanço de 2025. o balanço é uma demonstração contábil sobre a saúde financeira da instituição bancária. O presidente do BRB disse que o banco precisa de um aporte de R$ 8,8 bilhões e que a atual gestão trabalha para manter o BRB funcionando. Senadores do Distrito Federal questionaram riscos para a população.

09/06/2026, 15h16 - atualizado em 09/06/2026, 17h14
Duração de áudio: 03:03
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Transcrição
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, disse à Comissão de Assuntos Econômicos que o banco precisa de um aporte de 8 bilhões e 800 milhões de reais para enfrentar os efeitos das operações com o Banco Master. Segundo ele, o plano de fortalecimento prevê um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos ao governo do Distrito Federal e securitização de dívida do GDF. Mas o presidente da CAE, senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, questionou a homologação do acordo pelo Supremo Tribunal Federal antes da divulgação do balanço de 2025 do banco. (senador Renan Calheiros) - "Eu não entendo como é que o Supremo aprova um plano, um plano sem que o BRB publique o balanço de 2025. Como se faz um plano? Um plano nas nuvens. E como homologar uma coisa dessa , mas não parece ser um plano sério, né?"  Nelson admitiu que não havia decisão judicial impedindo a publicação do balanço, e que o atraso ocorreu porque era preciso reabrir o balanço a cada novo achado da auditoria independente. Mas garantiu que o próprio BRB é o maior interessado em divulgar esses números, ao reforçar que adotou medidas de governança e troca de dirigentes quando assumiu o banco. (Nelson Antônio de Souza) - "É possível sim, estruturalmente, deixar o banco de pé. E hoje ele já é mais saudável do que era antes do dia 18 de novembro. Tem muito trabalho? Sim. O que foi feito com o BRB foi cruel. Não está sendo fácil a recuperação do BRB. Os valores colocados foram muito grandes". O senador Izalci Lucas, do PL do Distrito Federal,  questionou o risco transferido aos cidadãos do Distrito Federal, considerando que o GDF é o garantidor da operação. E alertou para a possibilidade de restrições a concursos públicos e reajustes salariais, caso o Distrito Federal tenha que arcar com a dívida. (senador Izalci Lucas) "A garantia desse 16% compromete a Saúde, a Educação, a Segurança, porque o fundo de participação de estado, de município, é para isso. Nós temos também a securitização da dívida. Ou seja, nós teríamos para receber em torno de 3 bilhões que nós também teria que aplicar essa receita e não para cumprir o rombo o roubo do BRB. poderiam estar na saúde estão indo para o BRB". As críticas foram reforçadas pela senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, que destacou que a conta para salvar o banco representaria mais de 2.200 reais por habitante do DF. Já o senador Oriovisto Guimarães, do PSDB do Paraná, defendeu a liquidação do banco e criticou a manutenção de bancos públicos estaduais. Nelson Antônio de Souza respondeu que o BRB tem papel relevante em programas sociais e no atendimento à população do Distrito Federal. Da Rádio Senado, Marcella Cunha

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