Descarte inadequado de remédios pode se tornar problema ambiental, alertam pesquisadores — Rádio Senado
Meio Ambiente

Descarte inadequado de remédios pode se tornar problema ambiental, alertam pesquisadores

Dia 5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente e descartar medicamentos corretamente é uma atitude simples contra a poluição. Segundo a OMS, o Brasil tem três vezes mais farmácias do que o recomendado pela entidade, e o descarte de sobras de remédios no lixo comum ou esgoto pode se tornar um problema ambiental e de saúde pública. Segundo a especialista Renata Donnici, jogar remédio no vaso ou pia contamina a água e os ecossistemas. Além de impacto ambiental, o descarte inadequado vira desafio de saúde pública. Desde 2020, o decreto da chamada logística reversa determina que os fabricantes devem recolher medicamentos vencidos nas farmácias. O pesquisador Cláudio Maierovitch, da Fiocruz de Brasília alerta que drogarias têm caixas próprias para descarte seguro de remédios.

02/06/2026, 09h00 - atualizado em 02/06/2026, 09h40
Duração de áudio: 02:30
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Transcrição
Segundo a OMS, o Brasil tem três vezes mais farmácias do que o recomendado. O problema se agrava quando as pessoas que compram os remédios descartam as sobras em lixo comum e no sistema de esgoto. A especialista em gestão sustentável de resíduos farmacêuticos, Renata Donnici, explica as consequências desse descarte: (Renata Donnici) "As pessoas, elas acreditam que jogar o medicamento no vaso, jogar na pia, faz o problema desaparecer e, na verdade, ele só muda de lugar. Dependendo da substância que você tá pegando e colocando ali, e no sistema de tratamento que você tem disponível, esses resíduos, eles podem alcançar o meio ambiente, eles podem afetar a água, podem afetar os ecossistemas, entendeu? Então, assim, além de uma questão ambiental, a gente tem também um desafio de saúde pública e de conscientização". Desde 2020 um decreto do governo instituiu o sistema de logística reversa de medicamentos vencidos. O pesquisador da Fiocruz de Brasília e médico sanitarista, Cláudio Maierovitch, explica que o fabricante deve ser responsável pelo recolhimento: (Cláudio Maierovitch) "Quem produz o medicamento ou qualquer produto tóxico, qualquer produto contaminante e vende, deve ser responsável pelo seu recolhimento. Por isso, nas drogarias e nas farmácias em geral existe uma caixa onde as pessoas podem depositar os medicamentos que elas pretendem jogar fora para que o descarte seja feito da maneira adequada". Recentemente, um novo fator está preocupando a saúde pública, que é a moda do uso das canetas emagrecedoras. O pesquisador Cláudio Maierovitch conta que as agulhas podem gerar acidentes e contaminação: (Cláudio Maierovitch) "Agora nós temos uma novidade que é uma quantidade muito grande de embalagens das canetas utilizadas no tratamento para diabetes e para a obesidade. Então, é importante que elas sejam descartadas adequadamente para que não causem ferimento em ninguém". Você pode descartar de maneira segura seus medicamentos vencidos nas Unidade Básicas de Saúde ou farmácias. É recomendado que os produtos sejam mantidos nas embalagens originais, como nas cartelas. As embalagens secundárias, como as bulas e caixas, podem ser descartadas em lixo reciclável comum. Se na região onde você mora não tem essa disponibilidade, você pode contatar o Serviço de Atendimento ao Consumidor da fabricante, que eles informam onde entregar essas sobras. Com a supervisão de Ana Beatriz Santos e Anderson Mendanha, da Rádio Senado, Felipe Alverne.

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