Uso da IA é desafio na propaganda eleitoral de 2026, dizem especialistas — Rádio Senado
Eleições

Uso da IA é desafio na propaganda eleitoral de 2026, dizem especialistas

O Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional debateu, nesta segunda-feira (1º), as regras do TSE para propaganda eleitoral na internet. O principal desafio é o combate à desinformação com o avanço acelarado da tecnologia e o uso de ferramentas da inteligência artificial.

01/06/2026, 14h58 - atualizado em 01/06/2026, 17h33
Duração de áudio: 02:15
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Transcrição
O uso da inteligência artificial nas campanhas eleitorais deste ano foi o principal tema debatido em audiência no Conselho de Comunicação Social do Congresso. Em março, o TSE editou as novas regras sobre o uso de IA na propaganda eleitoral, postagens de conteúdo político, e responsabilidade das plataformas digitais na recomendação e moderação desse conteúdo.   Para a conselheira Ângela Cignachi, a força da propaganda eleitoral migrou para mídia digital e para as redes sociais.   (Ângela Cignachi) "E é justamente neste ambiente virtual que os partidos, candidatas e candidatos fazem as suas arenas para se apresentarem aos eleitores, dificultando o controle por parte da Justiça Eleitoral".   Maria Paula Almada, especialista em tecnologia digital, destacou a dificuldade do população em geral em diferenciar conteúdos reais dos gerados por inteligência artificial.    (Maria Paula Almada) "Apenas 27% dizem conseguir identificar fake news com facilidade. É difícil até para os especialistas identificarem o que é verdade e o que é manipulado, que foi criado sinteticamente a partir das ferramentas de IA. Então, consequentemente, a própria capacidade do cidadão de tomar decisões que vão fazer com que ele defina seu voto". Para os debatedores o maior desafio é combater a desinformação, garantindo a liberdade do eleitor ao exercício do voto, e a proteção do processo eleitoral. O advogado e professor Diogo Rais destacou as inovações da Justiça Eleitoral como a regulamentação do pagamento de conteúdo político online, mas cobrou a participação do Legislativo.    (Diogo Rais) "Talvez uma revisão das leis que é do tempo do Orkut, e para a legislação atual considerando o cenário de inteligência artificial generativa, rede social extremamente dinâmica". Nenhuma plataforma digital avaliada no Índice de Transparência de Redes Sociais oferece condições significativas de acesso a dados de anúncios, inclusive de conteúdo político eleitoral. Da Rádio Senado, Patrícia Oliveira.

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