Uso da IA é desafio na propaganda eleitoral de 2026, dizem especialistas
O Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional debateu, nesta segunda-feira (1º), as regras do TSE para propaganda eleitoral na internet. O principal desafio é o combate à desinformação com o avanço acelarado da tecnologia e o uso de ferramentas da inteligência artificial.

Transcrição
O uso da inteligência artificial nas campanhas eleitorais deste ano foi o principal tema debatido em audiência no Conselho de Comunicação Social do Congresso.
Em março, o TSE editou as novas regras sobre o uso de IA na propaganda eleitoral, postagens de conteúdo político, e responsabilidade das plataformas digitais na recomendação e moderação desse conteúdo.
Para a conselheira Ângela Cignachi, a força da propaganda eleitoral migrou para mídia digital e para as redes sociais.
(Ângela Cignachi) "E é justamente neste ambiente virtual que os partidos, candidatas e candidatos fazem as suas arenas para se apresentarem aos eleitores, dificultando o controle por parte da Justiça Eleitoral".
Maria Paula Almada, especialista em tecnologia digital, destacou a dificuldade do população em geral em diferenciar conteúdos reais dos gerados por inteligência artificial.
(Maria Paula Almada) "Apenas 27% dizem conseguir identificar fake news com facilidade. É difícil até para os especialistas identificarem o que é verdade e o que é manipulado, que foi criado sinteticamente a partir das ferramentas de IA. Então, consequentemente, a própria capacidade do cidadão de tomar decisões que vão fazer com que ele defina seu voto".
Para os debatedores o maior desafio é combater a desinformação, garantindo a liberdade do eleitor ao exercício do voto, e a proteção do processo eleitoral.
O advogado e professor Diogo Rais destacou as inovações da Justiça Eleitoral como a regulamentação do pagamento de conteúdo político online, mas cobrou a participação do Legislativo.
(Diogo Rais) "Talvez uma revisão das leis que é do tempo do Orkut, e para a legislação atual considerando o cenário de inteligência artificial generativa, rede social extremamente dinâmica".
Nenhuma plataforma digital avaliada no Índice de Transparência de Redes Sociais oferece condições significativas de acesso a dados de anúncios, inclusive de conteúdo político eleitoral.
Da Rádio Senado, Patrícia Oliveira.

