El Niño requer resposta conjunta e gestão de riscos, dizem especialistas — Rádio Senado
Audiência Pública

El Niño requer resposta conjunta e gestão de riscos, dizem especialistas

Os possíveis impactos do El Niño foram discutidos nesta quarta-feira (27) em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia. O fenômeno que aquece as águas do Pacífico pode trazer enchentes ao Sul do Brasil e forte seca ao Norte e Nordeste. Para os debatedores, é preciso haver uma resposta conjunta e ações para a gestão de riscos. O senador Astronauta Marcos Pontes defende atualizar a legislação para dar agilidade na resposta ao fenômeno.

27/05/2026, 17h09 - atualizado em 27/05/2026, 17h58
Duração de áudio: 01:55
Foto: Thainá Salviato/Rádio Senado (com auxílio de IA)

Transcrição
As previsões de um super El Niño, o mais intenso dos últimos anos no Brasil, foram debatidas com especialistas na Comissão de Ciência e Tecnologia. Tiago Schnorr, do Centro de Gerenciamento de Riscos e Desastres, explicou sobre o plano estratégico nacional da Defesa Civil de acompanhamento e preparação para os impactos do fenômeno, mas também alertou para as incertezas (Tiago Schnorr) - Que dia a gente vai ter mais chuva, onde que essa chuva vai incidir e causar problemas para a população. Com isso, a gente acompanhar dia a dia os relatórios que são gerados, que são atualizados, os alertas geológicos, hidrológicos é parte muito importante.          Para o professor de Física Oswaldo Moraes, além de monitorar e alertar, os gestores públicos precisam de base científica na avaliação dos fatores humanos e do planejamento para prevenir desastres como as enchentes de Porto Alegre, em 2024. (Oswaldo Moraes) - Foram os diques que não funcionaram, foram as comportas que não funcionaram, manutenção das casas de bombas que não funcionaram.   Eduardo Monteiro, pesquisador da Embrapa, falou dos riscos agrícolas, como atraso ou perda de safra, prejuízos para máquinas e instalações, que desafiam a recuperação econômica do setor nos últimos anos. (Eduardo Monteiro) - E o mais preocupante é que essa tendência de agravamento de riscos, deve continuar. De aumento das temperaturas e de aumento de eventos climáticos nos últimos anos, e não tem nenhuma perspectiva de pelo menos nas próximas duas décadas de haver uma reversão dessa tendência. Para o senador Astronauta Marcos Pontes, é preciso atualizar da legislação para agilizar a resposta ao fenômeno.   (sen. Astronauta Marcos Pontes) - Nós temos que ter a lei para permitir que sejam feitas as ações efetivas para proteger a população. E que nós tenhamos, então, um sistema mais robusto para enfretar essa situação. Não dá para a gente parar a naureza, obviamente portanto a gente tem que se preparar da melhor forma para se proteger dos eventos que vão acontecer.     Os debatedores também defenderam uma articulação entre as entidades envolvidas para fazer essa gestão de riscos. Da Rádio Senado, Patrícia Oliveira. 

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