Comissão de Esporte aprova regras para a Copa do Mundo de futebol feminino — Rádio Senado
Projeto de Lei

Comissão de Esporte aprova regras para a Copa do Mundo de futebol feminino

O projeto aprovado define regras que vão desde ingressos, compensação financeira a atletas até funcionamento das chamadas FIFA Fanfests durante a Copa do Mundo de Futebol Feminino, que ocorrerá no Brasil em 2027 (PL 1315/2026). Também foi aprovado projeto da senadora Leila Barros (PDT-DF) que estende a compensação financeira para jogadoras que defenderam o Brasil na Copa de 1995.

27/05/2026, 12h25 - atualizado em 27/05/2026, 16h54
Duração de áudio: 02:35
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Transcrição
O PLENÁRIO DO SENADO APROVOU A PROPOSTA COM REGRAS AO PODER PÚBLICO PARA A COPA DO MUNDO DE FUTEBOL FEMININO DE 2027, QUE OCORRERÁ NO BRASIL. O TEXTO TRATA DESDE A VENDA DE INGRESSOS ATÉ COMPENSAÇÃO FINANCEIRA PARA JOGADORAS EM COPAS PASSADAS. REPÓRTER RODRIGO RESENDE. A Copa do Mundo de Futebol feminino ocorrerá entre os dias 24 de junho a 25 de julho de 2027, em oito capitais brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O projeto de lei 1315 de 2026 traz as regras relacionadas ao poder público que vão viabilizar a organização do torneio. O texto trata da venda de ingressos, proteção de direitos autorais, regras para captação e distribuição de imagens do campeonato e garantias aos torcedores e profissionais como a facilitação para a obtenção de vistos temporários de turismo e trabalho. A relatora da proposta, senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, afirmou que o país irá se beneficiar do evento, principalmente com a experiência adquirida na Copa de 2014. (Leila Barros) A escolha do Brasil como país-sede representa o reconhecimento internacional da força do nosso futebol, da capacidade do país para organizar megaeventos e do potencial transformador para o futebol feminino brasileiro e mundial. A expectativa da FIFA é de receber mais de 3 milhões de torcedores, movimentar a economia e projetar o Brasil como potência esportiva contemporânea. A proposta também traz uma compensação financeira às jogadoras que representaram o país na primeira edição da Copa do Mundo feminina, em 1991 e no primeiro torneio global feminino organizado pela FIFA, em 1988. Neste torneio o Brasil ficou com a terceira colocação. Leila Barros afirma que essa é uma questão de valorização histórica e justiça. (Leila Barros) O futebol feminino brasileiro carrega marcas profundas de proibição estatal e de preconceito social. A proibição perdurou por quatro décadas, sendo formalmente revogada apenas em 1979. As atletas que persistiram em sua paixão pelo esporte, durante e após a proibição, são pioneiras em sentido pleno, e a elas o Estado brasileiro deve não apenas reconhecimento, mas reparação. Cada ex-jogadora receberá 500 mil reais. O recurso virá do Ministério do Esporte. Leila apresentou um projeto de lei para que o mesmo benefício seja estendido às jogadoras que participaram da Copa do Mundo de 1995. A proposta permite que a União decrete feriado nacional nos dias em que houver jogos da seleção brasileira de futebol durante o torneio e que sejam comercializadas bebidas alcóolicas em locais oficiais de competição, inclusive nas chamadas “FIFA Fanfests”. Da Rádio Senado, Rodrigo Resende. O PLENÁRIO AINDA APROVOU A PROPOSTA DA SENADORA LEILA BARROS QUE ESTENDE O MESMO BENEFÍCIO, DE 500 MIL REAIS, ÀS JOGADORAS QUE PARTICIPARAM DA COPA DO MUNDO DE 1995.

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