Dia Nacional da Adoção destaca a importância da adoção tardia e das famílias acolhedoras — Rádio Senado
Adoção tardia

Dia Nacional da Adoção destaca a importância da adoção tardia e das famílias acolhedoras

Celebrado em 25 de maio, o Dia Nacional da Adoção busca conscientizar a sociedade sobre o direito de crianças e adolescentes à convivência familiar. Atualmente, a maioria das crianças disponíveis para adoção no Brasil tem mais de 10 anos, perfil ainda pouco procurado pelos pretendentes. A juíza da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal, Rejane Suxberger, destaca que a adoção tardia ainda enfrenta preconceitos, apesar de muitas crianças desejarem criar vínculos e pertencer a uma família. Enquanto aguardam adoção, parte delas é acolhida temporariamente por famílias cadastradas no programa Família Acolhedora, iniciativa acompanhada por equipes técnicas e apoiada por grupos de apoio como o Aconchego, presidido pela psicóloga Soraya Pereira em Brasilia.

21/05/2026, 09h00
Duração de áudio: 02:09
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Transcrição
Em 25 de maio, é celebrado o Dia Nacional da Adoção. A data foi instituída por uma lei sancionada em 2002 com o intuito de conscientizar a sociedade sobre a importância de dar um lar para crianças e adolescentes. No Brasil, a maior parte das crianças disponíveis para adoção hoje tem mais de 10 anos, enquanto a maioria dos pretendentes ainda procura bebês ou crianças pequenas. A juíza da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal, Rejane Suxberger, afirma que ainda existem muitos mitos sobre a adoção tardia. (Rejane Suxberger) "Existem vários mitos. Um deles é que a criança mais velha ela já tem o caráter formado e ela não se adapta, e isso é falso. As crianças em acolhimento, elas são resilientes, elas querem família, elas querem pertencer. Outro ponto é que com o bebê você começa a história do zero. E a história da criança, na verdade, ela já existe antes da adoção, seja qual for a sua idade. O que muda é o capítulo que você escreve junto com essas crianças". Enquanto as crianças não encontram um lar definitivo, elas podem participar do programa Família Acolhedora,  que cadastra e capacita famílias da comunidade para recebê-las em suas casas de forma temporária. A psicóloga e presidente da organização Aconchego, Soraya Pereira, explica que as famílias passam por um treinamento antes de receber as crianças. (Soraya Pereira) "A gente seleciona as famílias da comunidade, faz uma capacitação e essa criança fica com essa família por um tempo até que o processo da criança seja resolvido. Ou ela volta para a família de origem, pode voltar para o núcleo, ou para a família extensa, ou ela vai para adoção". Seja pela adoção ou pelo acolhimento temporário, a construção desses vínculos pode transformar histórias marcadas pela ausência em trajetórias de cuidado, proteção e pertencimento. Qualquer adulto maior de 18 anos, independentemente do estado civil pode se candidatar a adoção. Para isso é preciso fazer contato com a Vara da Infancia e Juventude de sua cidade ou acessar o Portal do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento pela internet.  Com a supervisão de Anderson Mendanha da Rádio Senado, Joyce Teles.

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