Sessão no Senado celebra 2 anos da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos
O Senado realizou sessão especial nesta terça-feira (19) em comemoração aos dois anos da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo). A criação do sistema foi oficializada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e desenvolvida em conjunto com o Colégio Notarial do Brasil e Ministério da Saúde, com objetivo de facilitar e simplificar os processos de doação de órgãos, tecidos e partes do corpo humano.

Transcrição
Em 2024, o Conselho Nacional de Justiça oficializou a criação da Autorização Eletrônica para facilitar e simplificar os processos de doação de órgãos, tecidos e partes do corpo humano. Para celebrar os dois anos da iniciativa, o Plenário do Senado realizou uma sessão especial, onde autoridades e representantes reforçaram a importância de contribuir com os transplantes e salvar vidas.
O sistema foi desenvolvido em conjunto com o Colégio Notarial do Brasil e Ministério da Saúde. Nele, o interessado consegue emitir a declaração digital a partir de um formulário, autenticado por um cartório. Em caso de necessidade, os profissionais de saúde verificam se existe a autorização para providenciar os trâmites de doação.
Nesses dois anos, foram cerca de 30 mil solicitações. O senador Lucas Barreto, do PSD do Amapá, conduziu a sessão e disse que a divulgação do sistema é essencial.
(senador Lucas Barreto) "E divulgar a existência do sistema para que mais e mais pessoas possam dele se beneficiar é renovar o nosso compromisso com milhares de brasileiros que ainda anseiam por uma nova vida na fila dos transplantes."
A declaração é uma manifestação de vontade do doador, mas a decisão final ainda é da família. Para a coordenadora-geral do Sistema Nacional de Transplantes, Patrícia Gonçalves Freire dos Santos, o documento conduz os familiares num momento de luto.
(Patrícia Gonçalves Freire dos Santos) "Quando essa vontade já foi manifestada em vida, essa decisão se torna mais clara, mais segura e mais respeitosa para reconhecer o desejo de quem partiu. Nesse sentido, a Aedo não substitui o papel da família, mas fortalece esse diálogo."
O presidente do Colégio Notarial do Brasil, Eduardo Calais, afirmou que ainda é necessário ampliar o debate e fortalecer ações de conscientização para famílias, escolas e sociedade em geral.
Durante a sessão, houve a entrega de placas em homenagem a representantes pela dedicação e contribuição à luta pela Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos.
Hoje, 48.900 pessoas esperam por órgão e outras 36.400 aguardam transplante de córnea no Brasil. Os dados estão na Lista de espera do Ministério da Saúde.
Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

