Projeto quer incentivar presença de geriatras na atenção básica do SUS — Rádio Senado
Qualidade de vida

Projeto quer incentivar presença de geriatras na atenção básica do SUS

Um projeto em análise no Senado quer ampliar a presença de médicos geriatras na atenção básica do SUS (PL 1.865/2026). A proposta, do senador Izalci Lucas (PL-DF), prevê o apoio da União para a contratação e a qualificação desses profissionais em unidades básicas de saúde e equipes de saúde da família. O texto busca preparar o sistema público para o aumento da população idosa no país.

13/05/2026, 12h13
Duração de áudio: 02:00
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Transcrição
Ele já passou dos 60 anos. Mas o que não falta é disposição. O aposentado Nelson Takayanagi vai para a academia da Universidade de Brasília todas as segundas e quartas-feiras pela manhã. O objetivo é manter a qualidade de vida. (Nelson Takayanagi) “Com passar da idade a gente vai tendo uma série de dificuldades locomotoras, psicológicas, físicas. E aí esse tipo de atividade tenta manter a gente ativa, tenta manter a gente sem necessidade de um apoio. Quer dizer, aumenta muito a nossa autonomia.” O envelhecimento da população brasileira está no centro de um projeto apresentado no Senado. A proposta prevê incentivo à atuação de médicos especialistas em geriatria na atenção primária do SUS, como nas unidades básicas de saúde e equipes de saúde da família. O texto é de autoria do senador Izalci Lucas, do PL do Distrito Federal, e altera o Estatuto da Pessoa Idosa. Pelo projeto, a União poderá apoiar estados e municípios na contratação de geriatras, além de incentivar a formação profissional e ações de telessaúde. Para o senador, o país precisa se preparar para o envelhecimento da população. (senador Izalci Lucas) "Será que o governo acha que de 60 até os 100 o cara vai ficar assistindo televisão o dia todo em casa? Não vai. Você tem que criar política pública para o idoso. Nós temos sérios problemas com os idosos hoje. Primeiro, tinha aquele provérbio antigo, o pessoal falava assim, uma mãe cuida de 10 filhos, mas 10 filhos muitas vezes não cuidam de uma mãe. Então você vê nesses abrigos da terceira idade, pessoas abandonadas pela família. Então se a gente não criar política pública, a gente vai ter sérios problemas". Segundo Izalci, o aumento da expectativa de vida vem acompanhado de mais casos de doenças crônicas, necessidade de monitoramento contínuo e cuidados especializados. O projeto ainda será analisado pelas comissões do Senado. Com supervisão de Maurício de Santi, da Rádio Senado, Henrique Nascimento.

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