Plenário votará regulamentação da profissão de ortesista/protesista
Em debate há 11 anos no Congresso, a regulamentação da profissão de ortesista/protesista ortopédico (PLC 121/2015) foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais nesta quarta-feira (13) e segue com pedido de urgência para votação no Plenário do Senado. Conforme o texto, a prescrição de órteses e próteses cabe tanto a médicos quanto a fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

Transcrição
A proposta de regulamentação da profissão de ortesista e protesista ortopédico, que é quem fabrica órteses e próteses, está em debate no Congresso há 11 anos. A principal controvérsia não se deu sobre o reconhecimento da atividade em si, mas sobre quem poderia prescrever esses aparelhos: se somente médicos ou se também fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. No texto aprovado na Comissão de Assuntos Sociais, as três categorias estão habilitadas a prescrever órteses e próteses.
A relatora, senadora Mara Gabrilli, do PSD de São Paulo, observa que, atualmente, a confecção desses aparelhos em impressoras 3D envolve, também, profissionais da Tecnologia da Informação. Ela defende a regulamentação da atividade para garantir a qualidade do serviço e a supervisão de quem atua na área de saúde:
(senadora Mara Gabrilli) "Muitos pedidos e apelos, sobretudo da Abotec - Associação Brasileira de Ortopedia Técnica. Todos aguardam o avanço da regulamentação dessa profissão. Hoje, quando falamos de órteses e próteses, a gente está falando de mais profissionais envolvidos, que são aqueles da tecnologia da informação, mas que a voz dos terapeutas e desses profissionais de saúde seja ouvida, porque é quem está no dia a dia com esse paciente."
De acordo com o projeto, o curso de nível técnico para a formação de protesistas e ortesistas deverá incluir conhecimentos de anatomia, fisiologia, patologia, biomecânica e psicologia. O projeto de regulamentação da profissão foi apresentado em 2015 pelo então deputado Onyx Lorenzoni, do Rio Grande do Sul. O texto seguiu com pedido de urgência para votação no Plenário. Da Rádio Senado, Marcela Diniz.

