Programa do Executivo de combate ao crime organizado divide opiniões no Senado — Rádio Senado
Repercussão

Programa do Executivo de combate ao crime organizado divide opiniões no Senado

Os senadores avaliaram o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, anunciado pelo Executivo nesta terça-feira (12). Enquanto os oposicionistas afirmaram que a medida é eleitoreira, os governistas disseram que o combate à violência não tem tempo certo pra começar.

12/05/2026, 19h41 - atualizado em 12/05/2026, 19h58
Duração de áudio: 02:49
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Transcrição
Anunciado em cerimônia no Palácio do Planalto, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado prevê ações em quatro eixos principais: asfixiamento das organizações criminosas, por meio de atuação integrada de forças de segurança federal e estaduais; elevação do índice de esclarecimento de homicídios; combate ao tráfico de armas e munições; e adoção de padrões de segurança no sistema prisional. Uma linha de financiamento de R$ 10 bilhões ficará à disposição de estados e municípios para compra de equipamentos e tecnologias de combate ao crime. Relator do PL Antifacção e da CPI do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, afirmou que, finalmente, o governo reconheceu ser necessário investimentos no setor. (sen Alessandro Vieira) - Sem recurso, sem orçamento, só resta discurso. Mas é importante observar também que só um pedaço desse orçamento da União e a maior parte, 10 bilhões, correspondem a financiamentos ainda sem as condições esclarecidas e explicitadas pelo governo federal. A gente vai acompanhar, mas identifica isso sem dúvida nenhuma como um passo positivo, mas ainda quando existe o anúncio da possível criação, finalmente, do Ministério da Segurança Pública uma promessa de campanha que atravessou o governo inteiro sem ser cumprido. Mas na opinião do senador Hamilton Mourão, do Republicanos do Rio Grande do Sul, a iniciativa é eleitoreira, ao lembrar que o governo deixou para o último ano do atual mandato apresentar ao país medida de combate ao crime organizado. (sen Hamilton Mourão) - O país sofre com roubo, com assalto, com narcotráfico, com a presença do crime organizado, seja ele violento, seja o crime organizado de mercado, seja as fraudes bancárias. E o governo até então passou aí, veio com a PEC, da Segurança Pública, seja medidas paliativas e agora coloca um bando de viatura estacionado no gramado aqui na frente do Congresso Nacional e anuncia um programa como se estivesse iniciando o governo. Líder do governo no Senado, Jaques Wagner, do PT da Bahia, afirmou que o enfrentamento à violência não tem coloração partidária.  (sen Jaques Wagner) - Não existe tempo determinado para você tratar da questão de segurança. Qualquer momento é. É óbvio que ela foi lançada agora porque ela vem sendo amadurecida. Foi a Lei Antifacção, foi a PEC da Segurança e o programa que, repare, reuniu, como eu disse, o secretário de Segurança de todos os estados. Então eu acho que, infelizmente, é o lugar comum às vezes da oposição. Na falta do que falar, fala mal. De acordo com pesquisa recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, realizada pelo Instituto Datafolha, 57% dos brasileiros com 16 anos ou mais mudaram ao menos um hábito nos últimos 12 meses por causa da insegurança. Da Rádio Senado, Alexandre Campos.

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