Programa “Antes que aconteça”: vigilância para prevenir a violência contra a mulher — Rádio Senado
Lei

Programa “Antes que aconteça”: vigilância para prevenir a violência contra a mulher

O programa “Antes que aconteça”, de prevenção à violência doméstica e ao feminicídio (PL 6674/2025) acaba de se tornar lei. A iniciativa da senadora Daniela Ribeiro (PP-PB) prevê ações educativas, estruturas de apoio às vítimas em instituições públicas e privadas, e medidas de proteção, como o uso de inteligência artificial para monitorar agressores.

07/05/2026, 17h16 - atualizado em 07/05/2026, 17h42
Duração de áudio: 01:43
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Transcrição
O programa “Antes que aconteça”, de prevenção à violência doméstica e ao feminicídio acaba de se tornar lei. A iniciativa da senadora Daniela Ribeiro, do PP da Paraíba, prevê ações educativas, estruturas de apoio às vítimas em instituições públicas e privadas e medidas de proteção, como uso de inteligência artificial para monitorar agressores. Durante a votação em Plenário, a senadora Daniella destacou a formação de defensoras populares, mulheres da própria comunidade, que serão capacitadas para evitarem os casos de violência. (sen. Daniela Ribeiro) - Muitas mulheres, elas necessitam, para sair do ciclo, de ter ajuda, de ter para onde ir. Às vezes não tem um lugar para onde ir. Então, através dessa mulher, de dar o incentivo, às vezes até acolhê-la e incentivar, ou mesmo denunciar, porque não precisa mais a história de "em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher". Não, todo mundo mete a colher, sim. E isso é para salvar vidas. Quando ver, ali, aquela mulher que disser assim, "Não, não, mas eu não quero denunciar, porque é o pai dos meus filhos", a gente sabe que tem todas essas dificuldades. Mas aí, essa defensora popular tem a condição de fazer a denúncia. A lei prevê ações de recuperação e reeducação de agressores, como as rodas de conversa. O Senado e a Câmara se anteciparam à aprovação da lei e criaram em março sua Sala Lilás, um espaço de escuta e acolhimento especializado para mulheres vítimas de violência. Essas salas deverão ser criadas em todo país. Da Rádio Senado, Raíssa Abreu

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