Debate chama atenção para prevenção do câncer do colo do útero
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) debateu, nesta terça-feira (05), o diagnóstico precoce, tratamento e prevenção do câncer do colo do útero. É o terceiro tipo mais comum entre mulheres. Em 2024, mais de 7 mil brasileiras morreram por câncer do colo do útero. Para este ano, o Instituto Nacional de Câncer estima 19 mil novos casos. O tumor no colo do útero pode ser evitado pela vacina contra o HPV.

Transcrição
Em 2024, mais de 7 mil brasileiras morreram por câncer do colo do útero. É o terceiro tipo mais comum entre mulheres. E para este ano, o Instituto Nacional de Câncer estima 19 mil novos casos. A doença foi tema de audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais, onde especialistas abordaram o diagnóstico precoce, tratamento e prevenção.
O tumor no colo do útero pode ser evitado pela vacina contra o HPV e a realização periódica do exame de Papanicolau. Segundo a Diretora da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Daniele Assad-Suzuki, essas medidas passam a ser eficazes quando há conhecimento da população sobre o câncer e a importância da prevenção.
(Daniele Assad-Suzuki) "Tentar realmente conscientizar a população que a vacinação contra HPV previne mortes, isso precisa ficar muito claro, uma campanha maciça envolvendo isso."
Hoje, o SUS oferece a vacina quadrivalente, protegendo contra quatro tipos de HPV. A senadora Dra. Eudócia, do PSDB de Alagoas, defendeu a ampliação para a nonavalente, já disponível em clínicas privadas.
(Senadora Dra. Eudócia) "Porque nós sabemos que a vacina Quadrivalente já cobre bem. Ela já cobre bem. Mas, se a gente pode cobrir muito mais, pegar os nove sorotipos do HPV que mais causam o câncer de colo de útero..."
No entanto, mesmo com alternativas de prevenção, o Diretor Científico da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Agnaldo Lopes da Silva Filho, afirmou que a desigualdade entre regiões é um fator determinante na incidência do câncer.
(Agnaldo Lopes da Silva Filho) "A incidência em Minas Gerais, 6,4%. No Amapá, 31%. Então, uma menina que nasce na região norte tem cinco vezes mais chance de morrer por câncer de colo do que uma menina que nasce na região sudeste. Isso não é aceitável para o Brasil."
A diretora do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, Guacyra Magalhães, informou que o rastreio pelo teste DNA HPV já está disponível em pelo menos uma cidade de todos estados brasileiros. O exame permite diagnóstico precoce e a previsão é que seja implementado em todos os municípios até o final do ano. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

