Governo vai apresentar na Ásia resultados de combate à desertificação
Em audiência pública nas Comissões de Educação e de Meio Ambiente realizada na terça-feira (28), o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, anunciou que o Brasil vai apresentar na Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP 17), no mês de agosto, na Mongólia, os resultados da reinstalação da Comissão Nacional de Combate à Desertificação.

Transcrição
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, anunciou que o Brasil vai apresentar na Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, no mês de agosto, na Mongólia, os resultados da reinstalação da Comissão Nacional de Combate à Desertificação.
Durante audiência pública conjunta das Comissões de Educação e do Meio Ambiente, para discutir a conservação e o uso sustentável da Caatinga, o ministro explicou que o órgão, recriado pelo atual governo, é um espaço de discussão, de proposição, de formulação de políticas públicas voltadas ao combate à desertificação, em ações articuladas entre a União, estados, Distrito Federal e municípios.
Ele afirmou que estudos do Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação indicam que o processo de desertificação ocasionado pelas mudanças climáticas tem extrapolado as fronteiras do Nordeste.
(min. João Paulo Capobianco) "Por exemplo, nós identificamos o início de um processo de mudança climática localizada no Pantanal, muito distante da Caatinga. Ou seja, o problema da mudança do clima está impactando o conjunto dos biomas brasileiros, mais particularmente e de uma forma mais severa, a Caatinga, pelas suas próprias características originais".
O diretor-executivo do Instituto Escolhas, Sérgio Leitão, lamentou que, num orçamento de 50 bilhões de reais, o Banco do Nordeste destine apenas 100 milhões para ações de recuperação da Caatinga.
Segundo estudos do Instituto, a recuperação de um milhão de hectares do bioma, além de garantir a captura de mais de 702 milhões de toneladas de gases de efeito estufa da atmosfera, geraria 465 mil empregos, algo fundamental para uma região marcada pela desigualdade, como destacou Sérgio Leitão.
Ele ainda sugeriu que o ministro do Meio Ambiente defenda a ideia de que o Brasil sedie a COP da Desertificação de 2028.
(diretor Sérgio Leitão) "O Brasil precisa levar a proposta de que a próxima COP, que seja em 2028, seja no Brasil, seja no Nordeste. Porque isso é o que vai trazer a visibilidade que a região precisa, definitivamente, não só no cenário interno brasileiro, como no cenário internacional".
A COP da Desertificação é realizada a cada dois anos. Fundada em 1994, essa convenção das Nações Unidas reúne governos, cientistas, formuladores de políticas públicas e representantes de comunidades para debater medidas ligadas à proteção e recuperação de áreas degradadas. Da Rádio Senado, Alexandre Campos.

