Comissão autoriza investimentos em obras públicas com créditos tributários — Rádio Senado
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Comissão autoriza investimentos em obras públicas com créditos tributários

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou o projeto (PL 1252/2023), do senador Cleitinho (Republicanos-MG), que autoriza o uso de créditos tributários e a quitação de multas administrativas como forma de pagamento por obras e serviços de engenharia. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), decidiu ampliar a concorrência, reforçar o controle e reduzir riscos fiscais.

28/04/2026, 15h08 - atualizado em 28/04/2026, 16h26
Duração de áudio: 01:44
Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Transcrição
Empresas poderão executar obras públicas em troca de créditos tributários ou abatimento de multas. É o que estabelece a proposta do senador Cleitinho, do Republicanos de Minas Gerais, aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos. O projeto oferece mecanismos alternativos de financiamento em infraestrutura para atrair o setor privado e viabilizar obras públicas. O relator, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, destacou que o País enfrenta um histórico recente de baixo investimento. Por isso, avalia que o projeto pode destravar recursos sem pressionar diretamente o orçamento público. Alessandro Vieira decidiu ampliar a concorrência, reforçar o controle e reduzir riscos fiscais com a fixação de um limite anual para os créditos tributários concedidos. Segundo ele, o teto será o maior valor entre R$ 2 milhões ou 2% da Receita Corrente Líquida, a RCL, de estados e municípios. Garante que municípios de pequeno porte, que representam a maioria dos entes federativos brasileiros e concentram os maiores déficits de infraestrutura, possam acessar o programa em escala mínima operacionalmente viável: um município com RCL de R$ 30 milhões, por exemplo, teria pelo limite percentual um teto de apenas R$ 600 mil, valor insuficiente para a execução de qualquer obra de relevância.   Antes de seguir para a Câmara dos Deputados, o projeto será votado novamente na comissão devido as mudanças do relator. Da Rádio Senado, Patrícia Oliveira.  

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