Congresso analisa Veto ao projeto da dosimetria na quinta
O Plenário poderá votar nesta terça-feira o novo Marco da Inteligência, que regulamenta o serviço secreto no País (PL 6.423/2025), além da criação do Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher (PL 1.099/2024). Segundo a relatora, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), o projeto assegura o princípio da presunção de inocência porque terá dados apenas de condenados sem possibilidade de recurso. Na quarta-feira, os senadores vão analisar indicações de autoridades, entre elas, a do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (MSF 7/2026). Na quinta-feira, o Congresso Nacional vai apreciar o veto ao chamado PL da dosimetria (VET 3/2026), que pode reduzir as penas e facilitar a progressão de regime para os condenados pelos atos do dia 8 de janeiro (PL 2.162/2023). O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), alertou que o projeto vai beneficiar quem cometeu crimes hediondos.

Transcrição
Na pauta do Plenário desta terça-feira está o novo Marco da Inteligência com regras para a coleta e processamento de informações usadas para impedir atentados terroristas ou atos de sabotagem no País.
O projeto exige que as atividades de inteligência sejam feitas de forma legal e ética, assegura proteção para os chamados agentes secretos, define limites para o uso de técnicas sigilosas e define os casos que necessitam de autorização judicial.
Outro destaque é a criação do Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher, que vai dispor do nome do agressor, fotografia, impressões digitais, endereço e crimes cometidos.
Segundo a relatora, senadora Professora Dorinha Seabra, do União do Tocantins, as informações serão compartilhadas entre os órgãos de segurança pública da União e dos estados.
Ela esclareceu que o projeto não contraria o princípio da presunção de inocência.
A criação do cadastro nacional configura instrumento legítimo de política pública de prevenção e repressão à violência de gênero. Ademais, o projeto observa parâmetros de proporcionalidade ao: restringir o cadastro a condenações com trânsito em julgado, evitando violação à presunção de inocência; resguardar o sigilo da vítima; limitar temporalmente a permanência dos dados; e vincular o cadastro a finalidades legítimas de segurança pública.
Ainda na pauta de terça-feira, a criação do Dia Nacional da Artesã e do Artesão e mudanças na lei da categoria, que incluem apoio do poder público e validade maior da carteirinha.
Já na quarta-feira, o Plenário deverá votar indicações de autoridades, entre elas, a do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal.
Na quinta-feira, está prevista uma sessão do Congresso Nacional para apreciação do veto da dosimetria, que vai reduzir as penas dos condenados pelos atos do dia 8 de Janeiro e faciliar a progressão de regime.
O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues, do PT do Amapá, alertou que o projeto vai beneficiar quem cometeu crimes hediondos, a exemplo de assassinato e feminícidio.
Isso tudo ocorre porque estão alterando a Lei de Execução Penal e as conquistas que a sociedade brasileira teve com penas mais duras no PL antifacção vão ser todas derrubadas com a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da dosimetria. Em nome de liberar aqueles que cometeram os crimes do 8 de janeiro, eles vão facilitar a vida de feminicidas, de chefes de organização criminosa e de homicidas. Isso é um preço que vale a pena pagar?
Os defensores da revisão da dosimetria, como o relator, senador Esperidião Amin, do PP de Santa Catarina, declararam que o projeto vai corrigir o que chamaram de "distorções” nas condenações pelos atos de 8 de janeiro.
Eles argumentam que os ministros do Supremo Tribunal Federal aplicaram punição igual para quem apenas participou das manifestações e para quem as organizou. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

