Proposta cria base legal para interceptar e abater drones em ameaças à ordem pública — Rádio Senado
Projeto de Lei

Proposta cria base legal para interceptar e abater drones em ameaças à ordem pública

A Comissão de Infraestrutura aprovou o projeto (PL 5.646/2025) que estabelece regras para a interceptação, neutralização e até o abate de drones em situações de ameaça à segurança pública, à vida humana ou à ordem nacional. De autoria do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e com relatoria do senador Marcos Rogério (PL-RO), a proposta altera o Código Brasileiro de Aeronáutica para dar respaldo legal à atuação de órgãos públicos diante do uso indevido dessas aeronaves.

15/04/2026, 08h59
Duração de áudio: 01:35
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil - Imagem Ilustrativa

Transcrição
Forças de segurança de todo o país poderão ser autorizadas a interceptar, neutralizar e até abater drones em situações de ameaça à segurança pública, à vida humana ou à ordem nacional. É o que prevê um projeto do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, aprovado na Comissão de Infraestrutura. Para ele, a legislação atual é insuficiente para lidar com o avanço tecnológico e o uso crescente de drones, que podem representar risco a pessoas, instalações e ao tráfego aéreo. O relator, senador Marcos Rogério, do PL de Rondônia, foi favorável ao projeto e propôs alterações no texto. Entre elas, a previsão de que cada instituição estabeleça seus próprios procedimentos operacionais. E estende essa possibilidade às Forças Armadas. (senador Marcos Rogério) "Nós observamos muito recentemente numa guerra de facções, no estado do Rio de Janeiro, o emprego de drones por crime organizado. Sendo utilizados inclusive contra as forças de segurança e ameaçando a comunidade local. Imaginar toda a burocracia no sentido de garantir que essa possibilidade de abate permaneça sob o crivo do Ministério da Defesa ou do Ministério da Justiça e Segurança Pública, me parece tornar inefetivo qualquer instrumento de controle de ameaça no campo prático".    O projeto segue agora para análise da Comissão de Segura Pública. Da Rádio Senado, Patrícia Oliveira.

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