Brasil vai ter novos embaixadores em países asiáticos e africanos
O Senado aprovou a indicação de novos titulares em embaixadas brasileiras na Ásia e na África. Os nomes já tinham passado pelo aval da Comissão de Relações Exteriores. Eduardo Botelho Barbosa vai assumir a embaixada na Síria. Para o Congo, cumulativamente com a República Centro-Africana, irá João de Mendonça Lima Neto. Também foram aprovados nomes para Iraque, Tailândia, Sri Lanka e Quênia.

Transcrição
O Senado aprovou a indicação de novos titulares em embaixadas brasileiras na Àsia e na África. Os nomes já tinham passado pelo aval da Comissão de Relações Exteriores. Eduardo Botelho Barbosa vai assumir a embaixada na Síria. Ele afirmou que a derrubada do ex-presidente Bashar Al-Assad, que comandava o país desde 2000, redesenha a posição da Síria de maneira favorável aos países ocidentais, ainda que os resultados sejam incertos. O diplomata ressaltou que priorizará a ajuda humanitária com ênfase na recuperação econômica e na crise migratória, e destacou que milhões de sírios estão retornando ao país após a mudança do regime. O relator da indicação, senador Esperidião Amin, do Progressistas de Santa Catarina, destacou a presença maciça de imigrantes sírios no Brasil.
Estima-se que sejamos hoje 10 milhões de descendentes de libaneses e sírios, e talvez 12 milhões, desde a visita do imperador Dom Pedro II, que é essa corrente migratória movida por situações diferentes. A primeira leva de cristãos, a segunda leva de cristãos e outros pós Primeira Guerra Mundial.
Para o Congo, cumulativamente com a República Centro-Africana, irá João de Mendonça Lima Neto. O Congo tem buscado novas parcerias internacionais nos últimos anos, com comércio bilateral de US$ 215,1 milhões com o Brasil no último ano, enquanto a República Centro-Africana enfrenta forte instabilidade política e teve relação comercial bem mais modesta. O novo embaixador deu mais detalhes sobre o trabalho que pretende desenvolver.
A República do Congo e a República Centro-Africana encontram-se em fase inicial de desenvolvimento, entre os países mais pobres da África, embora contem com expressivas reservas minerais. Exatamente por isso, são dois países onde terei muito a fazer, e o obstáculo está na falta de conhecimento e nos limites das economias congolesa e centro-africana.
Também foram aprovados os nomes de André Odenbreit Carvalho para a embaixada na Tailândia, cumulativamente com o Laos; Alfredo Cesar Martinho Leoni para o Iraque; Jorge Geraldo Kadri para o Sri Lanka, cumulativamente com as Maldivas; e João Alfredo dos Santos Junior para o Quênia, cumulativamente com Uganda, Burundi e Somália. Da Rádio Senado, Pedro Pincer

