Debate no Senado revela preocupação com obesidade no Brasil — Rádio Senado
Saúde pública

Debate no Senado revela preocupação com obesidade no Brasil

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) fez uma audiência pública, nesta terça-feira (14), para discutir sobre a prevalência da obesidade, um grave problema de saúde pública. De acordo com a pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, 25,7% dos brasileiros adultos tem obesidade e 62,6% já estão com excesso de peso. Especialistas chamaram atenção para a prevenção desde a infância e tratamento mais estruturado no SUS.

14/04/2026, 18h46 - atualizado em 14/04/2026, 18h51
Duração de áudio: 02:27
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Transcrição
De acordo com a pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, 25,7% dos brasileiros adultos tem obesidade e 62,6% já estão com excesso de peso. A preocupação com a doença foi tema de audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais, onde especialistas chamaram atenção para a prevenção desde a infância e tratamento mais estruturado no SUS. A senadora Dra. Eudócia, do PSDB de Alagoas, que é médica pediatra, lembrou que o aumento dos casos de obesidade também atinge crianças. Ela reforçou que a doença pode contribuir para o surgimento de enfermidades crônicas de maneira precoce, como as cardiovasculares. (Senadora Dra. Eudócia) "E se a gente não começar na infância e na adolescência, esse controle fica um pouco mais difícil na fase adulta. Até porque crianças obesas, foi feita uma pesquisa, o miocárdio da criança obesa já aparece algum grau de alteração, algum grau de miocardiopatia na criança obesa. Imagina o impacto disso na vida adulta, com as doenças cardiovasculares." Danielle Moreira de Castro Lima, Coordenadora-Geral de Atenção às Condições Crônicas na Atenção Primária, lembrou que o Ministério da Saúde tem, há 13 anos, diretrizes para organização da Linha de Cuidado às Pessoas com Sobrepeso e Obesidade no SUS. Também há critérios oficiais para diagnóstico e tratamentos pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas. Mas, apesar da existência desse protocolo, o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Neuton Dornelas, relatou que, das seis medicações aprovadas para tratamento da obesidade, nenhuma é oferecida pelo SUS. (Neuton Dornelas) "E a gente não tem nenhuma medicação das seis que são aprovadas para o Brasil. E mostram lá na cirurgia, os critérios de indicação da cirurgia bariátrica,. Um deles é falha de tratamento clínico em pessoas tratadas por mais de dois anos. Mas qual tratamento clínico nós estamos falando se não existe uma medicação?" Os participantes também destacaram o risco dos alimentos ultraprocessados para a prevalência da obesidade. Mas o fácil acesso a essas comidas e os custos mais altos de mantimentos saudáveis dificultam o combate à doença, como afirmaram os especialistas. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

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