Audiência Pública debate papel social dos frentistas no Brasil
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) debateu a valorização dos frentistas, categoria com cerca de 500 mil profissionais no país. Representantes da categoria destacaram a importância do trabalho e cobraram melhores condições, como acesso à plano de saúde. Durante a audiência, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) destacou o papel dos frentistas na proteção de mulheres.

Transcrição
A Comissão de Direitos Humanos discutiu em uma audiência pública a profissão de frentista no País.
Cerca de 500 mil profissionais desta área trabalham neste setor nos 40 mil postos de combustíveis existentes no Brasil.
Segundo um levantamento, 25% dos frentistas são mulheres.
O presidente da Federação dos Empregados em Postos de Combustíveis do Estado de São Paulo, Luiz de Souza Arraes, afirmou que os esses trabalhadores representam um aspecto de humanidade nestes estabelecimentos. E defendeu que a profissão deve ser valorizada.
(Luiz de Souza Araújo) "Além da função específica que é abastecer, verificar óleo, verificar freio, óleo de freio, verificar pneu, tudo, ele dá informação e ele dá com carinho, ele tem prazer de fazer. A pessoa chega na cidade, quer saber onde tem um hotel bom, um restaurante, onde está na cidade, ele procura o frentista porque ele sabe que ali ele tem a segurança, que vai receber essa informação correta e que o frentista faz isso com muito carinho".
Representantes dos profissionais criticaram influencers que expoem frentistas em vídeos feitos em postos criticando valores dos combustíveis, já que eles não têm responsabilidade.
Os profissionais cobraram acesso a planos de saúde por estarem expostos a produtos tóxicos diariamente, caso do benzeno.
A senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, afirmou que atualmente os frentistas atuam ainda no combate à violência contra a mulher.
(senadora Damares Alves) "Os frentistas têm sido também aliados na proteção da mulher. Nós temos algumas experiências e algumas boas práticas em algumas regiões do Brasil em que frentistas foram treinados para identificar uma mulher dentro do carro agoniada, pedindo socorro, com um olhar distante, uma mulher acuada e os frentistas viraram para nós agentes também de proteção e de garantia de direito de mulheres".
Durante a audiência foi lançado o livro “A História dos frentistas do Brasil”, organizado por Mauro Rossi, que relata a atividade no país desde o início do século XX.
Da Rádio Senado, Rodrigo Resende.

