Presidente do Banco Central explica atuação do órgão em caso envolvendo Banco Master — Rádio Senado
CPI do Crime Organizado

Presidente do Banco Central explica atuação do órgão em caso envolvendo Banco Master

A CPI do Crime Organizado ouviu nesta quarta-feira (8) o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o caso Banco Master. Senadores questionaram possíveis conversas com o ministro Alexandre de Moraes, o que foi negado por Galípolo. Ele afirmou que tratou apenas de temas ligados a sanções internacionais e à proteção de dados bancários. Sobre o Banco Master, explicou que as operações, embora incomuns, não indicavam ilegalidades e eram acompanhadas pela área técnica. O ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, não compareceu à CPI, amparado por habeas corpus.

08/04/2026, 21h37
Duração de áudio: 01:45
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Transcrição
A CPI DO CRIME ORGANIZADO OUVIU O PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL, GABRIEL GALÍPOLO. OS SENADORES FIZERAM QUESTIONAMENTOS A RESPEITO DO CASO BANCO MASTER E DAS RELAÇÕES DE GALÍPOLO COM MINISTROS DO STF. REPÓRTER DOUGLAS CASTILHO. Em momentos diferentes, o senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe e Eduardo Girão, do NOVO do Ceará, questionaram o presidente do BACEN quanto à ocorrência de conversas com o ministro do STF, Alexandre de Moraes, a respeito do Banco Master. Galípolo negou que tenha participado de conversas com esse teor e afirmou ter tratado apenas das sanções do governo estadunidense aos magistrados por meio da Lei Magnitsky. Sonora: Gabriel Galípolo Existiam informações que vinham a público e você tinha um bombardeio, do ponto de vista da internet, que inclusive geravam ameaças sobre a solvência de grandes instituições. Cada um desses ministros que estavam envolvidos na questão da Magnitsky tinha discussões aí que envolviam a sua privacidade do ponto de vista de sigilo bancário e financeiro, a qual eu tenho a obrigação de zelar. Outro questionamento de Alessandro Vieira foi sobre a possibilidade de o Banco Central ter detectado as fraudes e agido antes já que a atuação do Master já era percebida como "heterodoxa". Galípolo explicou que, apesar de incomuns, as movimentações do Master não chegavam à diretoria por se tratarem de decisões financeiras privadas e de mérito e não incorrerem necessariamente em ilicitudes. Sonora: Gabriel Galípolo Raramente um banco S3 sobe para temas de diretoria efetivamente. Então, esse era um tema que vinha sendo muito mais acompanhado ali dentro da fiscalização, supervisão. E a partir do momento em que existiam propostas de fusão ou aquisição ou, depois quando tem a proposta do BRB comprar o Master, aí você tem uma outra diretoria. O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi convocado à CPI, mas não compareceu, alegando estar amparado por habeas corpus.

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