Sancionada lei que garante acesso à imonuterapia no SUS
Foi sancionada a lei (Lei 15.379/26) que amplia o uso da imunoterapia no SUS. A medicação é considerada por especialistas um dos maiores avanços no tramento de alguns tipos de câncer nos últimos 15 anos.

Transcrição
Dados do Ministério da Saúde indicam que, no Brasil, cerca de 700 mil pessoas são diagnosticadas com câncer a cada ano. A projeção é que até 2030, a doença se torne a principal causa de morte no país. A nova lei que amplia o uso da imunoterapia no SUS pode tirar muita gente dessa lista fatal.
A Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Angélica Nogueira, afirmou em audiência no Senado que a imunoterapia, que atua no sistema de defesa do organismo para reconhecer e combater as células tumorais, é um dos maiores avanços recentes no tratamento do câncer. E pode ser a diferença entre a vida e a morte, em muitos casos.
Imunoterapia leva pacientes sem chance de cura à cura em vários cânceres. Melanoma, câncer de pulmão, câncer do colo do útero, do endométrio, câncer de mama. Imunoterapia já é um tratamento padrão em vários cânceres.
A senadora Doutora Eudócia, do PL de Alagoas, que presidiu a subcomissão que debateu com especialistas o que há de mais promissor e moderno no combate a vários tipos de câncer, espera que o ministério da Saúde seja rápido ao disponibilizar as novas tecnologias para a população:
2ª reuniáo 15h - eu espero que o Ministério da Saúde entenda essa questão para que a gente tenha, cada vez menos, um nível de equidade pequeno, porque o que é que a gente quer? Que todos tenham direito, de uma forma equitativa, aos avanços tecnológicos no tratamento do SUS// para que a gente não veja, Dra. Angélica, tantos pacientes morrendo na fila do SUS esperando por uma dose de imunoterapia
A lei garante que o SUS utilize a imunoterapia quando ela se mostrar superior ou mais segura que as opções tradicionais, e prevê que um regulamento defina as normas específicas para que essa garantia seja cumprida, apesar do alto custo do tratamento.
Da Rádio Senado, Samara Sadeck.

