Campainha que alerta o fim do tempo de fala pode ser trocada por outro sinal
A campainha que é usada para alertar sobre o fim do tempo de fala dos oradores pode ser trocada por outro sinal, mais suave, pelo menos em algumas reuniões do Senado. É o que pretende a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da Comissão de Direitos Humanos, que disse que a campainha assusta os oradores, às vezes pessoas com autismo ou outros transtornos. Damares sugeriu à equipe de acessibilidade que nas comissões de Direitos Humanos, Assuntos Sociais e Educação seja adotado outro tipo de sinal.

Transcrição
Aconteceu na reunião da Comissão de Direitos Humanos em que estava sendo lançado o novo Plano de Acessibilidade do Senado para 2026 e 2027; mas já é um fato corriqueiro no dia a dia da casa legislativa: o orador que está falando é interrompido pela campainha que avisa que o tempo de fala acabou. No caso, a oradora era a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, que falava do impacto das chuvas de abril de 2024 no Rio Grande do Sul.
(Ilana Trombka) " Todos foram prejudicados; é bem verdade que as pessoas negras, as mulheres, que as pessoas com deficiência foram... (soa a campainha) ... mais; eu vou respeitar o meu tempo, senadora, como a senhora orientou..."
Foi a deixa para que a senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, presidente da CDH, questionasse o uso da campainha, de forma indiscriminada, nas reuniões do Senado.
(senadora Damares Alves) "Esta Casa tem recebido, todos os dias, pessoas com autismo e com outros transtornos; e o que é que a gente observa? Quando a campainha toca, assusta. E nós temos conversado entre nós: "Precisamos mesmo dessa campainha? Essa campainha tão antiga, do tempo da caverna, ainda precisa tocar para assustar pessoas que estão dentro desta casa e que vieram lutar por seus direitos?".
Damares disse que está avaliando, em conjunto com a equipe de acessibilidade do Senado, a troca desse sinal sonoro.
(senadora Damares Alves) "Podia ser uma música romântica, suave; ou apenas um papelzinho que a Secretaria entregasse: "Ó, tempo esgotado". Então, aos poucos, nós vamos também, como parlamentares, nos adequando a tudo o que precisa ser feito de verdade para que a inclusão e a acessibilidade aqui nesta casa sejam de verdade".
A senadora Damares Alves defende o fim do uso da campainha como alerta pelo menos nas comissões de Direitos Humanos, de Assuntos Sociais e de Educação. Da Rádio Senado, Cesar Mendes.

