Expira patente da semaglutida, princípio do Ozempic
A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, expirou na última sexta-feira (20). Isso significa que a empresa responsável pelo desenvolvimento do produto perdeu a exclusividade para produzir e comercializar o medicamento. A Anvisa informou que há oito pedidos em análise para o registro de remédios com a substância. No Senado, parlamentares já se manifestaram a favor da ampliação do acesso às canetas emagrecedoras.

Transcrição
A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, expirou. Ou seja, a empresa responsável pelo desenvolvimento do produto, a Novo Nordisk, perdeu a exclusividade para produzir e comercializar o medicamento.
Essa queda de patente pode resultar na elaboração de versões mais baratas da caneta emagrecedora, por meio da produção em outros laboratórios. Mas elas não seriam genéricas, já que os fármacos com semaglutida no Brasil são de origem biológica, o que impede o registro nessa categoria.
A Anvisa informou que há oito pedidos em análise para o registro de remédios com a substância. A avaliação busca comprovar a eficácia, segurança e qualidade dos medicamentos antes de serem liberados ao público.
No Senado, parlamentares já se manifestaram a favor da ampliação do acesso às canetas emagrecedoras. O senador Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, que é médico, defendeu a implementação no SUS, com o objetivo de combater o diabetes e a obesidade.
(Senador Nelsinho Trad) "Doenças como essas, quando ficam crônicas, elas geram um gasto muito maior ao Sistema Único de Saúde do que se você as prevenir, e a gente sabe que essas canetas emagrecedoras podem influir, sim, na baixa dos impactos e das consequências dessas patologias na saúde do cidadão. "
No Brasil, a Lei de Propriedade Industrial é o texto que protege os direitos das invenções e, segundo ele, a patente expira 20 anos após depósito no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A empresa Novo Nordisk entrou na Justiça para prorrogar esse prazo, mas o Superior Tribunal de Justiça não acatou. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

