Senado pode incluir abandono afetivo como critério para pensão alimentícia — Rádio Senado
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Senado pode incluir abandono afetivo como critério para pensão alimentícia

O Senado pode analisar em breve o projeto (PL 2121/2025) que estabelece critérios para a definição do valor da pensão alimentícia. Além dos atuais, que observam a necessidade dos filhos menores e a possibilidade de quanto o pai ou a mãe podem pagar, a proposta inclui o parâmetro de abandono afetivo comprovado. Se não houver recurso para votação no Plenário da Câmara dos Deputados, a proposta será enviada nos próximos dias para discussão no Senado.

17/03/2026, 18h04 - atualizado em 17/03/2026, 20h02
Duração de áudio: 01:44
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Transcrição
O Senado pode analisar em breve o possível aumento da pensão alimentícia por abandono afetivo comprovado. Um projeto da Câmara dos Deputados inclui a negligência do cuidado, proteção e apoio emocional nos critérios de definição do valor pago aos filhos menores de 18 anos. A proposta altera o Código Civil e também leva em consideração a sobrecarga de responsabilidade suportada por um dos genitores, entendendo que o abandono afetivo de um resulta em carga maior para o responsável pela guarda. A senadora Mara Gabrilli, do PSD de São Paulo, destacou a importância da proposta para as mães de crianças com deficiência, nos casos de abandono paterno. (Senadora Mara Gabrilli) "Isso é fundamental, especialmente para milhares de mães de crianças com deficiência que muitas vezes são deixadas sozinhas para dar conta de tudo. Essas mães precisam conciliar cuidados intensivos, terapias, escola, trabalho e muitas vezes abrindo mão da própria carreira e da própria saúde mental. Quando um pai abandona, ele não deixa apenas um vazio emocional, ele também transfere toda a responsabilidade para essa mulher." O texto mantém os parâmetros atuais de definição da pensão alimentícia, que observam a necessidade da criança ou do adolescente e a possibilidade de quanto o pai ou a mãe podem pagar. O projeto pode ser enviado para análise do Senado, se não houver pedido para votação no Plenário da Câmara dos Deputados. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

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