Parlamentares da CPMI vão acessar dados sigilosos de Vorcaro em sala-cofre
A totalidade dos dados telemáticos referentes a Daniel Vorcaro chegou à CPMI do INSS. Para prevenir vazamentos de informações sigilosas, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), determinou regras mais rígidas para controle e acesso, que será feito em sala-cofre.

Transcrição
Determinada em dezembro e após decisões do Supremo Tribunal Federal, a totalidade dos dados e registros eletrônicos de comunicação extraídos do celular de Daniel Vorcaro chegou à CPMI do INSS.
Para prevenir vazamentos de informações sigilosas, o presidente da comissão, senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, determinou regras mais rígidas para controle e acesso, que será realizado em sala-cofre.
Dentre elas, há a previsão de que o contato com o material se dê apenas por meio de máquina virtual isolada da internet, munida com sistema de criptografia, registro de acesso e marcas d'água. Carlos Viana detalhou as regras.
(senador Carlos Viana) "Aparelhos de telefone celular e demais dispositivos informáticos serão deixados fora da sala de documentos. Os servidores ou parlamentares credenciados deverão permanecer na sala de documentos somente pelo tempo necessário para a análise dos documentos que lá se encontrem, podendo tão somente tomar notas, vedada a utilização de câmeras, pen drive ou de qualquer dispositivo que permita o registro dos documentos acessados".
O deputado Alencar Santana, do PT de São Paulo, criticou a decisão, por acreditar que as regras inviabilizam a análise dos arquivos.
(deputado Alencar Santana) "É praticamente, humanamente impossível, conseguirmos analisar milhares de páginas em horário fracionado para cada deputado e uma pessoa do seu gabinete poder analisar esse material. Ora, isso vai impedir que a gente chegue à verdade. Isso vai impedir que a gente possa avançar na investigação".
O acesso por meio de sala-cofre está previsto no regulamento de instalação da CPMI e já foi utilizado nas investigações do 8 de janeiro. Da Rádio Senado, Douglas Castilho.

