Mês de conscientização sobre borderline pode reduzir estigmas, dizem especialistas — Rádio Senado
Audiência Pública

Mês de conscientização sobre borderline pode reduzir estigmas, dizem especialistas

A Comissão de Educação (CE) debateu em audiência pública nesta quarta-feira (11) o projeto (PL 2480/2021) que cria o Mês de Conscientização sobre o Transtorno de Personalidade Borderline. O texto dedica o mês de maio para ações de comunicação e de psicoeducação para esclarecer a população sobre a condição. Especialistas argumentaram que a campanha pode diminuir estigmas e o tempo até o diagnóstico do paciente.

11/03/2026, 18h10 - atualizado em 11/03/2026, 18h13
Duração de áudio: 02:37
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Transcrição
O transtorno de personalidade borderline é caracterizado pela instabilidade na forma em que o paciente lida com outras pessoas e com si mesmo, oscilação de humor, impulsividade e problemas de autoimagem. A criação do mês de conscientização sobre o transtorno foi tema de debate na Comissão de Educação. Especialistas argumentaram que a campanha pode diminuir estigmas e o tempo para diagnóstico do paciente. O projeto de lei, já aprovado na Câmara dos Deputados, dedica o mês de maio para ações de comunicação e de psicoeducação para esclarecer a sociedade sobre o transtorno. O médico psiquiatra João Cronemberger Sá Ribeiro explicou que a família do paciente é afetada pela falta de informação sobre os sintomas de borderline, que muitas vezes aparecem desde a infância. (João Cronemberger Sá Ribeiro) "Você vai ter familiares que acabam se distanciando emocionalmente, não têm informação, acabam tentando se focar excessivamente em resolver problemas sem conseguir prover a devida validação emocional ao seu ente. Isso leva a um distanciamento entre a família e a pessoa com TPB." Doutor em neuropsiquiatria, Hugo André de Lima Martins, disse que a desinformação também atinge os profissionais de saúde. Segundo ele, na vida acadêmica, o transtorno de personalidade borderline não é devidamente abordado em relação a demais condições. A presidente da comissão e relatora da proposta, senadora Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, lembrou que o transtorno não tem causa completamente clara, mas há entendimento sobre uma combinação de fatores. (Senadora Teresa Leitão) “As causas do transtorno são consideradas multifatoriais, envolvendo uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Sabemos que com um diagnóstico adequado e tratamento contínuo, multiprofissional, muitos pacientes conseguem alcançar melhora significativa na qualidade de vida e na estabilidade emocional ao longo do tempo.”  As ações previstas para o mês de conscientização sobre borderline serão direcionadas para as unidades de atenção primária e secundária do SUS e para escolas da educação básica. O projeto segue em análise na Comissão de Educação. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

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