CPMI do INSS reage a decisão do STF após ausência de depoentes
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que vai cobrar do Supremo Tribunal Federal o cumprimento das convocações após depoentes faltarem à sessão alegando decisão do ministro Flávio Dino. A comissão pode remarcar oitivas e até determinar condução coercitiva de testemunhas.

Transcrição
DEPOENTES NÃO COMPARECEM À CPMI DO INSS POR CAUSA DE DECISÃO DO STF. A REPÓRTER SILVIA MUGNATTO ACOMPANHOU A REUNIÃO E NARRA AS MEDIDAS QUE SERÃO ADOTADAS PELO COLEGIADO PARA OS PRÓXIMOS DEPOIMENTOS.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, disse que vai insistir junto ao Supremo Tribunal Federal na efetividade das convocações de testemunhas e das quebras de sigilo feitas pelo colegiado. Nesta segunda-feira, dois depoentes não compareceram, alegando que o ministro do STF Flávio Dino anulou as convocações feitas em votação em bloco na comissão.
Carlos Viana disse que a decisão do ministro se referia às quebras de sigilo e não às convocações. Por causa disso, o senador decidiu que os depoentes terão que vir na próxima quinta-feira:
“E é bom lembrar que essa presidência pode tomar as providências cabíveis, inclusive de condução coercitiva.”
Estes depoentes são a presidente do Banco Crefisa e dirigente do clube Palmeiras, Leila Pereira e o dirigente do Banco C6 Consignado, Artur Ildefonso Azevedo. Eles devem ser ouvidos sobre empréstimos consignados. Outro depoente que não compareceu foi o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção.
Mas Viana disse que Assumpção veio quando foi chamado anteriormente e não houve sessão, mas agora ele explicou que já tinha uma viagem marcada para esta semana. O depoimento dele foi remarcado para o dia 23.
Carlos Viana informou que terá reunião com o ministro do STF André Mendonça na quarta-feira para discutir os habeas corpus que ele tem concedido para que algumas pessoas não compareçam à CPMI. Segundo ele, essas pessoas não são investigadas, mas testemunhas.
O presidente da CPMI também disse que quer ouvir Daniel Vorcaro, ex-presidente do banco Master, que está preso em Brasília, também sobre os problemas com empréstimos consignados.
Carlos Viana afirmou ainda que a CPMI não foi responsável por vazamentos de informações sobre o caso Master. Segundo ele, a CPMI recebeu menos de 1% do material que está com a Polícia Federal.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Silvia Mugnatto

