Proposta assegura acesso a exame que detecta vírus do câncer de colo do útero
Um projeto em análise no Senado (PL 892/2026) pode assegurar às mulheres a partir de 25 anos de idade o acesso, pelo Sistema Único de Saúde, ao exame HPV-DNA a partir da autocoleta de amostra de secreção vaginal. Segundo a autora da proposta, senadora Doutora Eudócia (PL-AL), esse método é considerado preferencial no rastreamento do câncer de colo de útero, por garantir a detecção precoce do vírus que causa a doença.

Transcrição
Um projeto da senadora Doutora Eudócia, do PL de Alagoas, pode assegurar às mulheres a partir de 25 anos de idade o acesso, pelo SUS ou entidades conveniadas, ao exame HPV-DNA a partir da autocoleta de amostra de secreção vaginal, método preferencial de rastreamento do câncer de colo de útero.
Na justificativa de seu projeto, a senadora explicou que, diferentemente do papanicolau, que detecta alterações nas células do colo do útero causadas por infecção pelo HPV, o exame a partir do material autocoletado pelas mulheres é capaz de identificar a presença do DNA do vírus antes mesmo que ele tenha causado alguma lesão.
Por esse motivo, esse procedimento é mais efetivo que o Papanicolau, segundo a senadora. Ela afirma que a detecção precoce permite um acompanhamento mais próximo e eficaz e menos custoso para o poder público, daí sua recomendação pela Organização Mundial de Saúde e pelo próprio Ministério da Saúde.
A senadora citou outra vantagem do método que permite que a própria mulher faça a coleta do material, sem a necessidade de se deslocar até um consultório ginecológico.
(senadora Doutora Eudócia) "Um ganho importante que vem com esse tipo de exame é o alcance de um maior número de mulheres e, consequentemente, temos um diagnóstico precoce e maior possibilidade de cura da doença".
A senadora citou alguns países do mundo onde a autocoleta já é adotada. Na Suécia, segundo ela, o envio de kits pelo correio gerou maior participação das mulheres no rastreamento. Doutora Eudócia acrescentou que esse método também vem sendo adotado na Malásia e em Camarões, onde a autocoleta é usada para reverter a baixa cobertura no rastreamento do câncer de colo do útero. Da Rádio Senado, Alexandre Campos.

