Comissão de Esporte examina reserva de assentos para autistas em estádios
A Comissão de Esporte deve votar o projeto (PL 4948/2025), do senador Plínio Valério (PSDB-AM), que assegura a reserva de pelo menos dois por cento dos assentos em estádios de futebol e arenas esportivas com capacidade para mais de 10 mil pessoas para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e seus acompanhantes. A proposta já aprovada pela Comissão de Direitos Humanos prevê acesso facilitado e sinalização adequada. O relator, senador Bruno Bonetti (PL-RJ), explicou que o custo de implementação do local reservado será irrisório diante dos benefícios.

Transcrição
A Comissão de Esporte pode votar o projeto que garante espaços reservados para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em estádios de futebol e arenas esportivas.
Já aprovado pela Comissão de Direitos Humanos, o texto determina que arenas com capacidade acima de 10 mil pessoas reservem pelo menos 2% dos assentos para autistas e seus acompanhantes, com acesso facilitado e sinalização adequada.
A proposta do senador Plínio Valério, do PSDB do Amazonas, prevê ainda medidas de inclusão, como sala de descompressão, entrada diferenciada para evitar aglomerações, disponibilização de abafadores de ruído e treinamento especializado de equipes de atendimento.
O relator, senador Bruno Bonetti, do PL do Rio de Janeiro, avalia que o projeto vai permitir que os autistas expressem e vivam o esporte sem o constrangimento que alguns gatilhos, como sons altos e luzes intensas, costumam provocar.
(senador Bruno Bonetti) "O custo de sua aplicação é previsivelmente baixo, limitando-se à reorganização de espaços, com pequenas reformas; e ao fornecimento de abafadores, que têm valor irrisório. Quanto à capacitação de pessoal, não só antevemos a disposição de organizações civis de colaborar para esse fim, como também lembramos que o ônus de incluir não pode pesar mais do que o custo social e particular da exclusão."
Se for aprovado na Comissão de Esporte e não houver recurso para votação no Plénário, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados. Da Rádio Senado, Cesar Mendes.

