Mulheres lideram ranking de leitura no Brasil — Rádio Senado
Cultura

Mulheres lideram ranking de leitura no Brasil

Dois levantamentos recentes mostram que o hábito da leitura no Brasil é de maioria feminina. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024, 49% das mulheres se declaram leitoras, superando  44% dos homens. Já o estudo Panorama do Consumo de Livros 2025, da Nielsen BookData, indica que as mulheres representam 62% das pessoas que compraram mais de dez livros no último ano. Esse protagonismo feminino vai além da aquisição de livros. Em muitas casas brasileiras, são as mulheres que incentivam o hábito da leitura e ajudam a formar novos leitores.

03/03/2026, 17h55 - atualizado em 03/03/2026, 17h58
Duração de áudio: 02:44
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Transcrição
Dados recentes mostram que o hábito da leitura no Brasil é de maioria feminina. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024, 49% das mulheres se declaram leitoras, superando  44% dos homens. Já o estudo Panorama do Consumo de Livros 2025, da Nielsen BookData, indica que as mulheres representam 62% das pessoas que compraram mais de dez livros no último ano.  Entre as leitoras está a universitária Letícia Martins. Ela conta que começou a ler mais durante a pandemia e mantém o hábito mesmo com a rotina atarefada. Os gêneros que eu mais leio são romance e fantasia, mas também gosto de dar chances para outros livros que eu não tenho muito costume de ler e no ensino médio que foi onde eu comecei a ler, eu li em torno de 90, 80 livros. Já cheguei a quase ler 100 livros no ano, mas agora com a correria do estágio da faculdade, eu leio em torno de 40 livros. Esse protagonismo feminino vai além da compra de livros. Em muitas casas brasileiras, são as mulheres que incentivam o hábito da leitura e ajudam a formar novos leitores. Elas também têm presença marcante em clubes de leitura e nas redes sociais, onde compartilham indicações e acabam impulsionando títulos que rapidamente ganham destaque no mercado editorial. O impacto desse público também aparece nas prateleiras das livrarias. Editoras têm ampliado a publicação de autoras e investido em gêneros com forte adesão entre leitoras, como a romantasia e a ficção contemporânea. Com isso, temas como maternidade real, menopausa, carreira e saúde mental passaram a ganhar mais espaço no mercado editorial.  Para a escritora Lella Malta, esse movimento mostra uma busca por identificação nas histórias. Nós ocupamos esse centro da engrenagem que move o universo literário. Esse protagonismo, ele revela uma busca muito clara: as mulheres, querem narrativas plurais, querem personagens para que elas se sintam representadas, para que com  elas se identifiquem, elas querem histórias que tragam mais representatividade, diversidade de vozes, aprofundamento emocional. Então, não é só sobre consumir histórias. É sobre se ver nelas Outra iniciativa ligada à formação de leitores é o Programa Nacional do Livro e do Material Didático. O projeto do governo federal distribui obras literárias e materiais didáticos para escolas públicas e bibliotecas de todo o país, com o objetivo de ampliar o acesso aos livros e incentivar o hábito da leitura entre estudantes. Sob a supervisão de Maurício de Santi da Rádio Senado, Isabel Cristina.

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