Senado retoma trabalhos com foco em pautas sociais e Mercosul
Os partidos vão definir as prioridades deste ano. O governo tenta aprovar nesta semana medidas provisórias que podem perder a validade, como a que amplia o auxílio-gás (MP 1313/2025). O senador Beto Faro (PT-PA) citou a mobilização da base aliada para acabar com a chamada escala 6x1, que garante apenas um dia de folga para os trabalhadores. Já a senadora Tereza Cristina (PP-MS) defendeu a derrubada do veto ao projeto que trata da regulalização de terras em área de fronteira (Veto 06/2026) e o Acordo do Mercosul com a União Europeia. A senadora Margareth Buzetti (PP-MT) considera relevante incluir na lista medidas de combate ao feminicídio ao anunciar a apresentação de um projeto que vai incluir na grade curricular uma disciplina de violência doméstica.

Transcrição
Os partidos vão definir as prioridades deste ano mais curto devido às eleições de outubro.
Ainda em fevereiro, o governo quer aprovar medidas provisórias que correm o risco de perder a validade.
Entre elas, a que libera recursos para produtores rurais, a que amplia o auxílio-gás e a que define novas regras para o pagamento do Seguro-Defeso.
O senador Beto Faro, do PT do Pará, citou ainda o fim da chamada escala 6 por 1, em que os trabalhadores só têm uma folga por semana.
Então, tem várias medidas provisórias que são importantes para dar continuidade ao programa econômico do nosso governo na questão econômica e na distribuição de renda no país. Além de projetos que são estruturais na minha avaliação, por exemplo, a questão de que nós temos que diminuir a escala 6x1, até por uma questão de saúde de rendimento no trabalho. Há pesquisa e estudos que dizem que se você tiver um tempo maior para poder ficar com a família, você produz mais no trabalho.
Já a senadora Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, defendeu a convocação de uma sessão do Congresso Nacional para a derrubada do veto ao projeto que regulariza terras em áreas de fronteira.
Ela afirmou que outra prioridade é a discussão e votação dos termos do Acordo do Mercosul com a União Europeia.
Nós queremos que esse acordo seja assinado, vamos discuti-lo aqui no Senado e na Câmara para que ele possa finalmente passar aqui pelo Congresso e aí os outros países do Mercosul também possam assinar e ele entrar em vigor pelo menos a parte comercial desse acordo, já que também lá na Europa tem um problema, que houve um recurso, uma ação para corte da União Europeia para que esse acordo seja revisto.
A senadora Margareth Buzetti, do PP de Mato Grosso, considera que o combate ao feminicídio deve continuar na lista de prioridades do Senado.
Ela deve apresentar um projeto que inclui no currículo escolar uma disciplina sobre violência doméstica.
Nós temos que inserir na base curricular de ensino uma matéria que seja o combate à violência doméstica para que seja ensinado aos meninos e meninas que o pai bater na mãe não é normal. Ele não pode normalizar isso. Que a menina veja sua mãe apanhando e achar que seja normal porque a chance e a tendência é ele reproduzir isso quando adulto.
Nesta quarta-feira, será lançado o Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, uma parceria dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Entre as iniciativas estão a melhoria da rede de atendimento às vítimas, o endurecimento das penas e a rapidez dos julgamentos. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

