Morre a jornalista Mayra Cunha, servidora do Senado — Rádio Senado
Nota de falecimento

Morre a jornalista Mayra Cunha, servidora do Senado

Morreu nesta quinta-feira (22), no Recife (PE), a jornalista Mayra Cunha (49). A carreira dela no Senado começou antes mesmo de ser nomeada em 2009, após ser aprovada em concurso público. Com passagens pela TV, Agência e Rádio Senado, onde apresentou a coluna Livro de Cabeceira, no programa Autores e Livros, Mayra Cunha trabalhava atualmente na Coordenação de Visitação, da Secretaria de Relações Públicas da Casa.

22/01/2026, 17h25 - atualizado em 22/01/2026, 18h44
Duração de áudio: 04:56
Arquivo pessoal

Transcrição
Morreu nesta quinta-feira a jornalista Mayra Cunha, servidora do Senado Federal e profissional com trajetória marcada pelo jornalismo e pela cultura. A carreira de Mayra começou antes mesmo de ser nomeada em 2009, após ser aprovada em concurso público. Com passagens pela TV, Agência e Rádio Senado, trabalhava atualmente na Coordenação de Visitação, da Secretaria de Relações Públicas da Casa. Com atuação ativa no meio cultural, Mayra foi colaboradora do programa Autores e Livros, da Rádio Senado, entre 2018 e 2024. Na coluna semanal "Livro de Cabeceira", apresentou resenhas e reflexões sobre obras marcantes do pensamento contemporâneo. Numa das edições,  Mayra destacou a importância do livro O Segundo Sexo, da escritora e filósofa francesa Simone de Beauvoir, obra fundamental para a compreensão da condição feminina e para a formulação das diferentes ondas do feminismo.  Ela foi uma pioneira nessas discussões. Claro, já nadando nas conquistas do primeiro momento, da primeira onda, né, mas foi ela quem também deu um "start" para que outras discussões também importantes, em outras vertentes do feminismo fossem feitas. E essa quarta onda que a gente vive hoje, essa organização pelas redes sociais por direito a ser o que quiser. A mulher ter a liberdade de escolha de ser o que ela quiser, seja mãe de família, seja prostituta, seja mulher de negócios. Não há questionamento sobre o certo e o errado em ela querer ser, por exemplo, dona de casa. Apresentador e editor do Autores e Livros desde 2021, Anderson Mendanha destacou a qualidade dos comentários de Mayra. Geralmente, livros conceituados pela crítica, pelos leitores, com foco na realidade feminina. Seus comentários eram sempre reveladores, objetivos, ela trazia ideias e também aspectos da leitura que fazia, que fugiam a esse lugar comum e ao clichê. Para o Diretor da Rádio Senado, Celso Cavalcanti, o bom humor e o conhecimento literário de Mayra Cunha enriqueceram o programa Autores e Livros. Então essa união da competência, da capacidade, do conhecimento literário dela com o bom humor, com a leveza e a alegria, foram um marco que ela trouxe para a gente, para o programa Autores e Livros e também nesse contato direto com os colegas da rádio, sempre era uma alegria muito grande recebê-la, enfim, é uma perda inestimável, inexplicável. Secretária de Comunicação do Senado, Luciana Rodrigues destacou a atuação diversificada de Mayra Cunha ao longo dos anos em que atuou na Casa. Participou de diversos projetos na comunicação, na divulgação institucional, nos documentários da TV Senado, nos programas de literatura da TV Senado e da Rádio Senado, na comunicação interna. Enfim, ela tinha uma atuação muito diversificada e, mais que nada, tinha uma personalidade muito alegre, muito vívida, que vai fazer muita falta no nosso convívio diário. Para os amigos, Mayra Cunha era exatamente assim: cheia de humor, afeto e presença. Alguém de riso fácil, que acolhia e transformava o convívio diário em amizade. Emocionada, a jornalista Renina Valejo lembrou a personalidade sempre divertida e agregadora da amiga Mayra Cunha. E uma pessoa extremamente amorosa, leal aos seus princípios, aos seus amigos e a si mesma. Uma pessoa com uma capacidade imensa de amar, e que foi amada, muito, e é muito amada. Uma grande amiga que vai fazer muita falta. Também amigo de Mayra, Guilherme Miquelutti, produtor musical da Rádio Senado, lembrou dos tempos que chegou a Brasília para tomar posse no Senado e da generosidade dela. Aprovados no mesmo concurso, ele disse que a jornalista abriu caminho para uma grande amizade, ao hospedá-lo em sua casa nos primeiros dias na capital federal. Mal sabia eu que naquele momento o mundo estava me dando uma irmã, uma mãe e uma família em Brasília. Eu tinha acabado de chegar e todo fim de semana eu tinha almoço em família aos domingos, sempre muito bem acolhido. Depois disso nossa amizade só cresceu, eu sou muito grato por tudo que ela me proporcionou e por todo o amor que ela sempre teve por mim. Ela vai estar sempre no meu coração. Saudade eterna... Mayra Cunha morreu aos 49 anos, no Recife, em decorrência de complicações de pneumonia. O corpo será cremado na capital pernambucana. Da Rádio Senado, Alexandre Campos.

Ao vivo
00:0000:00