Para senadores, Brasil deve liderar enfrentamento das mudanças do clima
Enquanto os partipantes da COP 30 convivem com as altas temperaturas de Belém (PA), sede da conferência, e apontada como uma das duas cidades mais quentes do planeta até 2050; o Brasil assume o papel de líder mundial no enfrentamento das mudanças do clima. Para o senador Marcelo Castro (MDB-PI), "nenhum país tem hoje mais autoridade que o Brasil". Já Wellington Fagundes (PL-MT) defende parcerias e Chico Rodrigues (PSB-RR), o desenvolvimento da população amazônica.

Transcrição
No primeiro dia da COP 30, a Conferência do Clima das Nações Unidas, em Belém, os termômetros marcaram 32 graus centígrados.
Os visitantes estrangeiros reclamam do calor e o uso de terno e gravata foi abolido nessa edição.
E a temperatura deve subir na capital paraense nos próximos anos.
É o que revela o estudo da Ong 'Carbon Plan' segundo o qual Belém pode ter 222 dias de calor extremo, a cada ano, até 2050. Atrás apenas de Pekanbaru, na Indonésia, com 344 dias.
Os cientistas do Painel de Mudanças Climáticas da ONU nos dizem, há vários anos, que esses extremos climáticos não serão "privilégio" das duas cidades.
Alertaram que é preciso agir rápido para frear o aumento da temperatura do planeta, como explica o climatologista Carlos Nobre.
(Carlos Nobre) "Esse ano será o segundo ano mais quente do registro histórico; o primeiro foi 2024, esse vai ser o segundo. Nós não podemos deixar muito a temperatura passar de 1,5 graus; se chegar a 2 graus, é um enorme risco."
No Acordo de Paris, assinado em 2015, na COP 21, os países assumiram compromissos voluntários para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global.
Para o senador Marcelo Castro, do MDB do Piauí, que participou da abertura da COP 30 em Belém, "nenhum outro país do mundo tem hoje mais autoridade que o Brasil para liderar o enfrentamento das mudanças climáticas".
(senador Marcelo Castro) "Nós temos a maior floresta tropical do mundo; a matriz elétrica, da nossa energia elétrica, são 85% de origem limpa; porque a maioria é hidrelétrica, eólica, solar, ou biomassa. No mundo, é de apenas 30%".
Mas precisamos de parcerias, afirma o senador Wellington Fagundes, do PL de Mato Grosso, que também está em Belém para a COP 30.
(senador Wellington Fagundes) "O Brasil é um país solução do mundo, agora nós precisamos de parcerias, que os países desenvolvidos queiram fazer investimentos de longo prazo no Brasil."
Levar desenvolvimento para as populações amazônicas é um aspecto que, segundo o senador Chico Rodrigues, do PSB de Roraima, não pode ficar em segundo plano diante da urgência climática.
(senador Chico Rodrigues) "Nós queremos sim, que o homem amazônida tenha oportunidades para se desenvolver; e nós, amazônidas brasileiros, possamos dar exemplo ao mundo de preservação."
29 senadores devem participar dos debates da COP 30 em Belém. Da Rádio Senado, Cesar Mendes.

