Senado propõe educação financeira nas escolas para reduzir inadimplência
Mais de 30% da população brasileira está inadimplente, segundo a Confederação Nacional do Comércio. O levantamento mostra que 78,5% das famílias têm dívidas a vencer, com o cartão de crédito liderando o ranking. Para enfrentar o problema, está em discussão no Senado um projeto do senador Izalci Lucas (PL-DF) que inclui a educação financeira como disciplina obrigatória na educação básica. A proposta está na Comissão de Educação.

Transcrição
O NÚMERO DE FAMÍLIAS ENDIVIDADAS E INADIMPLENTES NO BRASIL VOLTOU A CRESCER, SEGUNDO NOVO LEVANTAMENTO NACIONAL.
NO SENADO, UM PROJETO PRETENDE ENFRENTAR O PROBLEMA DESDE A BASE EDUCACIONAL. A REPÓRTER MARINA DANTAS TRAZ MAIS DETALHES:
Mais de 30% da população brasileira se encontra em situação de inadimplência, ou seja, não consegue pagar suas dívidas dentro do prazo estabelecido. O dado faz parte de um novo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. De acordo com a pesquisa, 78,5% de famílias possuem dívidas a vencer, o maior resultado desde junho do ano passado. Desse total, 30% já possuem dívidas em atraso e mais de 12% afirmam que não terão condições de pagar. Entre as modalidades de endividamento, o cartão de crédito lidera com mais de 80% dos casos, seguido dos carnês e do crédito pessoal.
Para contornar a situação, o Senado avalia um projeto de lei que inclui, entre as matérias obrigatórias da educação básica, o estudo sobre educação e administração financeira. Para o autor da proposta, senador Izalci Lucas, do PL do Distrito Federal, é importante que as crianças aprendam sobre educação financeira para gerenciar o dinheiro de maneira consciente na vida adulta.
(Izalci Lucas): "O que a gente sente falta realmente na educação básica é realmente as noções de administração financeira. Acho que as crianças precisam não só discutir essa questão financeira, mas também precisa entender essa questão do empreendedorismo. Nós estamos fazendo esse debate exatamente para poder ver de que forma nós vamos introduzir esses conteúdos, vamos dizer assim, na escola, porque de fato os nossos alunos não aprendem sequer, a poupança. Consome muito e muitas vezes, entrando até mesmo no cheque especial, agióta, cartão de crédito, essas coisas, sem ter a mínima noção de como administrar isso."
O projeto está em análise na Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Marina Dantas.

