Meta fiscal de 2017 anunciada pelo ministro da Fazenda será incluída na LDO

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LOC: RELATOR DA LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS DIZ QUE INCLUIRÁ NO PROJETO A META DEFICITÁRIA DE CENTO E TRINTA E NOVE BILHÕES DE REAIS NO ANO QUE VEM.
LOC: MAS ALERTOU QUE A POPULAÇÃO DEVERÁ ARCAR COM PARTE DO ROMBO COM UM POSSÍVEL AUMENTO DE IMPOSTOS. REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN.
TÉC: O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou que a meta fiscal de 2017 terá um déficit de R$ 139 bilhões, menor do que o rombo previsto para este ano de R$ 170,5 bilhões. Ele destacou que o governo federal conta com a aprovação da proposta que limita o aumento dos gastos públicos à inflação. Sem esse teto, segundo ele, o rombo seria de R$ 194 bilhões. O ministro da Fazenda explicou que uma receita de R$ 55 bilhões virá de privatizações, concessões, outorgas e da venda de ativos. Ao não descartar aumento de impostos, disse que essa decisão sairá em agosto após nova análise das contas. O ministro aposta ainda num crescimento econômico de 1,2% no ano que vem. O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017, senador Wellington Fagundes do PR de Mato Grosso, confirmou que incluirá o déficit de R$ 139 bilhões no projeto. Mas questionou a afirmação da equipe econômica de que não haverá aumento de impostos. O relator citou a queda das receitas em decorrência da recessão no país.
(Wellington) O próprio presidente já anunciou que medidas amargas virão. Em função da interinidade, eu acredito que o governo aguardará a decisão do Congresso Nacional para anunciar as medidas que pretende implementar no sentido de aumentar a arrecadação para diminuir esse impacto. REP: O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias acredita na aprovação da nova meta. Wellington Fagundes antecipou, no entanto, que esse número será debatido ao citar que os senadores alertaram para o aumento de despesas com a aprovação de reajustes salariais do funcionalismo.
(Wellington) Já tivemos uma reunião dos senadores com o Meirelles, que foi muito questionado sobre essas medidas iniciais que o governo tomou, principalmente, de elevação de gastos. E que foram feitos no próprio governo Temer. A discussão virá, mas teremos que encontrar um denominador comum. Não há outro caminho. REP: A Comissão Mista de Orçamento deverá votar a LDO de 2017 até quarta-feira. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

