Senadores lamentam rebaixamento do Brasil por agência de investimento

Transcrição
LOC: SENADORES LAMENTAM O REBAIXAMENTO DO BRASIL POR AGÊNCIA DE INVESTIMENTO.
LOC: COM A NOTA, O PAÍS PASSA A SER CONSIDERADO COMO DE RISCO. MAIS DETALHES COM A REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN.
(Repórter) A Agência de classificação de risco Standard & Poor´s rebaixou a nota de investimento do Brasil, que passa a ser considerado como grau especulativo. Os analistas argumentaram que o rombo de R$ 30,5 bilhões no Orçamento de 2016 e a crise política justificam o rebaixamento do País. O presidente do Senado, Renan Calheiros do PMDB de Alagoas, afirmou que o Congresso Nacional aprovou o ajuste fiscal para evitar que o Brasil perdesse essa avaliação.
(Renan Calheiros) A única maneira de resolver esses problemas que afetam o Brasil é pela retomada do crescimento econômico. O ajuste fiscal foi feito. O Legislativo colaborou. Mas só a retomada do crescimento econômico tira o Brasil desta seara.
(Repórter) O líder do PT, senador Humberto Costa, de Pernambuco, afirmou que o rebaixamento não surpreendeu.
(Humberto Costa) Era uma coisa que de certa forma o governo já estava contando com a possibilidade de acontecer. Mas vamos continuar procurando reestabelecer esse equilíbrio, equilibrar essas contas públicas e retomar as contas públicas para que também se adquira essa condição de rentabilidade.
(Repórter) O senador José Serra do PSDB de São Paulo avalia que o ajuste fiscal do governo não surtiu efeito.
(José Serra) O governo para evitar perder o grau de investimentos adotou todas as medidas destinadas a agradar as agências. E isso não funcionou. Por exemplo, pôs os juros nos céus e uma série de medidas ruins para a economia brasileira.
(Repórter) O presidente do Democratas, senador José Agripino do Rio Grande do Norte, responsabilizou o governo pelo rebaixamento.
(José Agripino) O governo não fez o dever de casa e com certeza a perda do grau de investimento é pela desconfiança do investidor externo de que o governo não está tendo a capacidade de cortar na própria carne para recuperar a credibilidade.
(Repórter) O líder do governo, senador Delcídio do Amaral de Mato Grosso Sul, questionou a avaliação da agência de risco.
(Delcídio do Amaral) A Standard & Poor´s não é a última palavra sobre o ponto de vista econômico. Basta ver a bolha imobiliária americana que levou o mundo em 2008 e 2009 de extrema dificuldade. O mundo até hoje não se recuperou e ela não enxergou isso naquela época.
(Repórter) Em julho, outras duas agências de classificação de risco, a Moody´s e a Fitch, consideraram o Brasil bom pagador.

