Especialistas defendem recompensa para quem preservar meio ambiente — Rádio Senado

Especialistas defendem recompensa para quem preservar meio ambiente

LOC: A COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE DO SENADO CONCLUIU NA MANHÃ DE HOJE O CICLO DE AUDIÊNCIAS PÚBLICAS SOBRE O NOVO CÓDIGO FLORESTAL. LOC: O FOCO DO DEBATE FOI O IMPACTO DA NOVA LEI SOBRE AS FLORESTAS. ESPECIALISTAS DEFENDERAM A TRANSFORMAÇÃO DAS ÁREAS NATIVAS EM ATIVOS ECONÔMICOS COMO FORMA DE PROMOVER A PRESERVAÇÃO. REPÓRTER ROBERTO FRAGOSO. (REPÓRTER): desmatamentos. André Lima, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, disse que, como está, o texto do novo código estimula a destruição de áreas nativas. (ANDRÉ LIMA): Dá a entender que uma série de elementos previstos para a consolidação de desmatamentos passados podem ser aplicados para os novos desmatamentos. Isso é absolutamente um estímulo a novos desmatamentos. Se um proprietário rural puder desmatar hoje e compensar o que desmatou aqui no DF, cujo hectare vale R$20 mil, R$30 mil, numa região distante do Goiás em que o hectare vale R$1mil, R$2 mil, é óbvio que ele vai fazer. (REPÓRTER): Ele sugeriu a criação de um PAC da recuperação florestal no Brasil, e disse que recursos não faltam. Para ilustrar essa situação, lembrou que a previsão de renúncia fiscal do governo federal para 2012 é de 140 bilhões de reais. A ideia foi defendida por José Carlos Carvalho, ex-ministro do Meio Ambiente e Superintendente da Fundação Amazônia Sustentável. (JOSÉ CARLOS CARVALHO): Na hora que vai contabilizar o custo para o Brasil de recuperar APP, o custo é calculado pelo teto, para criar um número, para impressionar, para tentar vender a ideia que isso é inviável para o Brasil. Não pode ser inviável para o Brasil pelos números da renúncia fiscal que o Brasil pratica anualmente para permitir o desenvolvimento de várias outras atividades. (REPÓRTER): O relator, senador Jorge Viana, do PT do Acre, elogiou a postura dos especialistas, que concordaram com a ideia de recompensar quem preserva o meio ambiente. (JORGE VIANA): Até aqui, o que está caracterizado no Brasil é que floresta é problema. Ter floresta no Brasil é problema. E se discute como é que a gente faz pra tirar a floresta e chegar na terra. Ou seja, o Brasil segue trabalhando algo que não tem sentido, que é de focar o solo e desconsiderar o que está acima dele e desconsidera também o que está abaixo dele. (REPÓRTER): Estudo da ONU citado na reunião estima que o custo da perda do patrimônio ambiental global é de 2 a 4 trilhões de dólares por ano, o equivalente ao custo da crise financeira mundial de 2008.
11/11/2011, 01h05
Duração de áudio: 02:08
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