Senadores questionam ajuda ao Banco PanAmericano — Rádio Senado

Senadores questionam ajuda ao Banco PanAmericano

LOC: PERGUNTAS SOBRE O SOCORRO AO BANCO PANAMERICANO DOMINARAM, NESTA QUINTA-FEIRA, O DEBATE COM O PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL NA COMISSÃO MISTA DE ORÇAMENTO.

LOC: HENRIQUE MEIRELLES DISSE QUE A OPERAÇÃO TEVE "FINAL FELIZ" E LIVROU OS COFRES PÚBLICOS E OS CORRENTISTAS DE PREJUÍZOS.

TÉC: A exposição na Comissão Mista de Orçamento foi recheada de números, tabelas e gráficos mostrando um quadro positivo da economia brasileira. Mas boa parte das perguntas de senadores e deputados ao presidente do Banco Central, ministro Henrique Meirelles, foi sobre o Banco PanAmericano, que recebeu um socorro de dois bilhões e meio de reais para poder honrar seus compromissos. O relator-geral do Orçamento de 2011, senador Gim Argello, do PTB do Distrito Federal, quis saber por que a Caixa Econômica não detectou problemas no PanAmericano quando comprou parte das ações do banco, há menos de um ano. (GIM) Quando a Caixa Econômica foi comprar parte do banco, não foi consultado o Banco Central, ou feito feito um assunto comercial entre os dois, pra depois a Caixa Econômica tivesse consciência que tinha comprado, mas não tinha a consistência que se pensava e foi comprovamente dentro de um período bastante curto essa inconsistência? (REPÓRTER) Henrique Meirelles explicou que não é função do Banco Central avisar o comprador de possíveis problemas no negócio. (MEIRELLES) Qual é o foco do Banco Central por lei, por norma? O Banco Central tem que opinar sobre o ato de concentração e seu reflexo sobre a concorrência. (REPÓRTER) Já o deputado Guilherme Campos, do Democratas de São Paulo e vice-presidente da Comissão de Finanças e Tributação, comentou que o calendário eleitoral pode ter influenciado a divulgação da notícia de que o Banco PanAmericano estava com problemas. (CAMPOS) Quanto a esse problema que surgiu agora do Panamericano, coincidentemente surgiu agora, as notícias vieram, logo após o 31 de outubro. Até a trinca da usina de Itaipu, as notícias chegam agora depois de 31 de outubro. Significa, pelas suas explicações, que, se não fosse pela intervenção e ação do Banco Central, o negócio com a Caixa já estaria feito? (REPÓRTER) O presidente do Banco Central respondeu que a instituição agiu tecnicamente no caso e que o Grupo Silvio Santos, controlador do PanAmericano, teve tempo para obter um empréstimo e capitalizar o banco. (MEIRELLES) O Banco Central cumpriu todos os prazos legais. O Banco Central teria agido de forma arbitrária, dado prejuízos ao poder público, à população e aos depositantes, se tivesse agido precipitadamente, isto é, não dado tempo ao controlador de assumir suas obrigações legais. (REPÓRTER) Meirelles repetiu o que havia dito antes numa entrevista coletiva com jornalistas: a ajuda ao Banco PanAmericano foi uma operação bem sucedida, que não custou um centavo aos cofres públicos. (MEIRELLES) Nós devemos é celebrar o fato de que foi um final feliz porque preservou o poder público, preservou os depositantes, preservou a integralidade da economia brasileira. (REPÓRTER) Apesar das perguntas sobre o Banco PanAmericano, a audiência com Henrique Meirelles na Comissão Mista de Orçamento foi para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, que prevê reuniões regulares no Congresso para que o presidente do Banco Central explique a política do governo nas áreas monetária, cambial e de crédito. Na exposição inicial, que durou pouco mais de 30 minutos, Meirelles destacou o que chamou de ¿círculo virtuoso da economia brasileira¿, com inflação baixa, desemprego em queda, reservas internacionais de 290 bilhões de dólares e previsão de crescimento de 7,3% do Produto Interno Bruto em 2010.
11/11/2010, 00h37 - ATUALIZADO EM 11/11/2010, 00h37
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