Senadores se solidarizam com povo de Criciúma e pedem investigação sobre roubo

Da Redação | 01/12/2020, 17h54

O assalto a uma agência do Banco do Brasil na madrugada desta terça-feira (1º), no município de Criciúma (SC), repercutiu entre os senadores, que usaram o Twitter para manifestar solidariedade aos moradores da cidade e pedir uma investigação imediata sobre o ocorrido.

O senador Jorginho Mello (PL-SC) disse ter “total confiança que nossas forças de segurança estão atuando firmes pra botar esses marginais na cadeia”. Segundo o senador, Santa Catarina é “lugar de quem trabalha e quem produz, não de bandido”. Ele ainda manifestou “solidariedade ao povo de Criciúma, surpreendido, em sua hora de descanso, por uma bandidagem abusada”. Jorginho acrescentou que já fez contato com o Ministério da Justiça e informou que uma equipe da Polícia Federal “está se deslocando do DF para SC para ajudar nas investigações”.

Também pelo Twitter, o senador Esperidião Amin (PP-SC) expressou “profunda solidariedade à nossa gente de Criciúma, que foi submetida a um ataque assustador”. Ele também pediu "para que o governo promova a mais profunda investigação através da punição legal”, para “dissuadir este tipo de prática”.

Já o senador Dário Berger (MDB-SC) destacou que Criciúma “é uma cidade de povo ordeiro e trabalhador”. Na visão do senador, “o episódio assustador dessa madrugada exige e, certamente terá, uma resposta rápida das forças de segurança”. Ele disse que os “criminosos terão que pagar pelo pânico causado aos catarinenses” e manifestou “solidariedade aos criciumenses”.

Alvaro Dias (Podemos-PR) usou sua conta para registrar que “a cidade de Criciúma, em Santa Catarina, viveu uma noite de terror na madrugada desta terça-feira (1°), ao ser invadida por uma quadrilha de criminosos que sitiou o município e aterrorizou os moradores para assaltar um banco no local”.

Rogério Carvalho (PT-SE) aproveitou a ocorrência para pedir uma reflexão sobre o armamento no país. Ele disse que “o caso de Criciúma nos leva a refletir sobre o discurso de que armar a população é uma forma de proteção”. De acordo com o senador, “o que vimos reiteradamente é que os bandidos fazem disso uma brecha para que tenham acesso a armamentos cada vez mais pesados e pratiquem os mais hediondos crimes”.

Assalto

Criciúma tem cerca de 217 mil habitantes e fica a 200 quilômetros de Florianópolis. A ação dos criminosos começou por volta da meia-noite e durou cerca de duas horas. Além dos tiros, os bandidos fizeram barricadas com carros, espalharam explosivos e usaram reféns de escudo para evitar a aproximação dos policiais. Os integrantes do bando também atiraram contra o Batalhão da Polícia Militar e impediram a entrada do prédio com um caminhão em chamas. Foram usados pelo menos 10 carros para a ação. Milhares de notas foram espalhadas pelas ruas da cidade quando os criminosos concluíram o roubo.  

Também foi relatado que o túnel que liga Criciúma à cidade vizinha de Tubarão foi fechado pela quadrilha. De acordo com a polícia, ao menos 30 bandidos participaram da ação, mas o número pode chegar a 50. Há suspeitas de que grupos criminosos de fora do estado estejam envolvidos com o ocorrido. Não há informações sobre o valor roubado, mas o crime já é considerado o maior assalto da história de Santa Catarina. Mais de R$ 800 mil foram apreendidos com moradores da cidade, que recolheram as notas espalhadas pelos bandidos.

Tensão

Muitos moradores de Criciúma relataram os momentos de pânico e susto pelo Twitter. Foi o caso de Claudia Giassi, que disse morar perto da agência do Banco do Brasil onde ocorreu o assalto. Segundo ela, foram “duas horas de terror em Criciúma”. Claudia ainda registrou, perto das duas da manhã: “Gente....minha cidade está sitiada, bandidos fortemente armados estão invadindo bancos. Orem por nós!”

O professor e músico Gladir Cabral também relatou momentos de tensão vividos por ele e sua família. “Aqui em casa estamos todos sentados no corredor do apartamento”, disse Cabral, em sua conta no Twitter. “Duas grandes explosões agora. Bombas pesadas.” O professor também registrou que os assaltantes “estão atirando nos transformadores. Devem estar querendo desligar a energia da cidade”. Segundo Cabral, parecia uma “praça de guerra. Nem bombeiros, nem ambulância, nem policiais.” Ele ainda falou em “tristeza” e pediu orações pela cidade.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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