Mulher encarcerada tem sido invisível para a sociedade, afirma Kajuru

Da Redação | 16/05/2019, 15h31

A mulher encarcerada tem sido invisível para a sociedade brasileira e para os responsáveis pela gestão da política carcerária do país,  afirmou nesta quinta-feira (16) o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) em Plenário. Ele mencionou dados segundo os quais metade dessas mulheres tem menos de 29 anos, 67% são negras, 50% não concluiu o ensino fundamental e 80% são mães.

Para o parlamentar, a ausência de informações dignas de confiança tem dificultado a formulação de políticas públicas que permitam ao gestor enfrentar com sucesso toda a problemática do sistema no Brasil.

De acordo com dados de 2015 do Ministério da Justiça, apresentados pelo senador, em 15 anos, o número de mulheres presas no país cresceu 567%, levando o Brasil a ter a quinta maior população carcerária feminina do mundo. Kajuru classificou os números como alarmantes e disse haver urgência para se tirar a mulher encarcerada de sua invisibilidade, que leva a inúmeras situações de injustiça.

— De 37.800 presidiárias no país, das 1.420 unidades prisionais do Brasil, apenas 103 são exclusivamente femininas e 239 são consideradas mistas. As presidiárias enfrentam obstáculos que lhes são específicos, especialmente na limitação das instalações recreativas, no atendimento específico de saúde e no atendimento de produtos mínimos de sobrevivência específicos das mulheres — afirmou o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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