Bancada feminina no Senado terá 12 integrantes em 2019

Iara Farias Borges (Rádio Senado) | 31/01/2019, 15h53 - ATUALIZADO EM 01/02/2019, 19h42

A bancada feminina no Senado a partir de 2019 foi reduzida de 13 para 12 senadoras. Dos 353 candidatos ao Senado nas eleições de 2018, 62 eram mulheres e, dessas, sete se elegeram. Em 20 estados, nenhuma mulher foi eleita e em três deles nem houve candidatas. O Distrito Federal e a Paraíba elegeram a primeira senadora da história dessas unidades da Federação.

A senadora eleita Soraya Thronicke (PSL-MS) lamenta o fato de mais da metade da população brasileira ser feminina e essa parcela não estar representada no Parlamento.

— Eu vejo isso com muito pesar. A questão é muito mais profunda do que trazer direitos para as mulheres na legislação eleitoral. Isso é mais profundo. É uma questão cultural. Eu sempre defendi que, antes de tudo, antes de votar em uma pessoa por conta do gênero, a gente tem que votar em quem a gente acredita, né? Mas o que eu percebi é que as mulheres não votaram em mulheres — afirmou Soraya, escolhida para representar o Mato Grosso do Sul, único estado a contar com duas mulheres como senadoras.

Por ser a política um universo tradicionalmente masculino, a primeira mulher eleita ao Senado pela Paraíba, Daniella Ribeiro (PP), defende mais diálogo para incentivar mais mulheres a se candidatarem.

— Que as mulheres possam despertar à importância desse incentivo. A mulher já é essencialmente política. Dentro de casa, ela já faz a política de decisão, em sua comunidade, em seu bairro, em sua cidade, ela interfere, faz essa política. Então, eu acredito muito na discussão das próprias mulheres de explicar essa dificuldade, se tem o desejo, porque não entrou para a política — declarou Daniella.

Além de Soraya Thronicke e Daniella Ribeiro, foram eleitas Eliziane Gama (PPS-MA), Mara Gabrilli (PSDB-SP), juíza Selma Arruda (PSL-MT), Leila Barros (PSB-DF) e Zenaide Maia (PHS-RN). Permanecem no mandato as senadoras Simone Tebet (MDB-MS), Kátia Abreu (PDT-TO), Rose de Freitas (Pode-ES) e Maria do Carmo Alves (DEM-SE). Pelo Acre, a senadora Mailza Gomes (PP) assumiu a vaga de Gladson Cameli, que deixou o Senado em dezembro para assumir o governo do estado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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