Em entrevista, Aécio Neves nega acusações da Procuradoria-Geral da República

Carlos Penna Brescianini | 11/12/2018, 17h21 - ATUALIZADO EM 11/12/2018, 18h07

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez um pronunciamento à imprensa na tarde desta terça-feira (11), negando as acusações que lhe foram feitas pela Procuradoria-Geral da República. Durante a manhã, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal realizaram buscas e apreensões em imóveis dele e de sua irmã, Andrea Neves, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, por conta dessas denúncias.

Aécio afirmou que as solicitações da Polícia Federal foram desnecessárias, já que ele sempre esteve à disposição para dar todos os esclarecimentos. Ele disse que delações de criminosos confessos não podem se sobrepor à verdade.

— Estamos tratando de doações feitas em 2014, dentro da lei eleitoral vigente e registradas na Justiça Eleitoral. O senhor Joesley Batista, em busca da manutenção de sua incrível imunidade penal, falseia as informações. E transforma algo lícito e legal em algo ilícito — rebateu.

O senador afirmou que foram apenas encontradas declarações de outro membro do grupo, o senhor Ricardo Saud, dizendo que o senador Aécio não os tinha ajudado em nada.

— Se buscarem mais no tempo, vão encontrar uma autuação quando eu era governador do estado [de Minas Gerais], que autuei o grupo [J&S] em 2008 e 2010. Eles recorreram ao Conselho dos Contribuintes por recolhimento irregular de ICMS, perderam e o estado ganhou.

Aécio Neves assegurou que seus advogados estão em contato com os delegados da Polícia Federal para dar seu depoimento o mais rápido possível. Ele afirmou que a PGR está “equivocada” ao afirmar haver uma relação espúria entre ele e a J&S.

— Tentam criminalizar a doação que era legal em ilegal. Não há ilicitude. Esses valores são os valores depositados nas contas de campanha do PSDB, nos partidos que nos apoiaram, como na conta dos partidos que foram nossos adversários.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)